A consultora do Sebrae em Londrina, Simone Millan Shavarski, diz que quem pretender investir em um food truck deve ter a consciência de que esse modelo precisa funcionar como uma empresa, seguindo as mesmas obrigações legais.
Além disso, a experiência e familiaridade com o segmento de alimentação são fundamentais para errar menos, assim como oferecer um produto diferenciado.
"O Food Truck é uma febre que depois de um tempo vai ser normal. Portanto, é preciso entender que só a novidade em si não vai manter o negócio", observa. Além disso, é fundamental estar preparado para lidar com pessoas.
Para que tudo isso funcione, Simone afirma que existem ferramentas para um planejamento na questão mercadológica e financeira. "É o que chamamos de plano de negócios, baseado na pesquisa de várias questões que vão compor essa empresa, como análise do mercado fornecedor, do consumidor, do mercado corrente e o próprio empreendedor em si", diz, reforçando que o planejamento nessa fase vai fazer com que a pessoa tenha um risco reduzido quando o negócio começar a funcionar.
Se depender da experiência, Renan Guarezi, de 29 anos, e Henrique Kuwano, de 28, podem ficar otimistas com o GO Japanese Food Truck. Guarezi é formado em Marketing, estuda Administração e já trabalhou em um restaurante. Já Kuwano é formado em Tecnologia Agroindústria e há cinco anos trabalha como sushiman.
"Pensamos que Londrina tem muita opção de japonês, mas sempre no mesmo segmento. Nada muito prático. Fizemos um curso de microempresa, montamos um plano de negócios e de viabilidade, fomos para São Paulo e Curitiba trocar experiências e decidimos comprar um caminhão", conta Kuwano, acrescentado que o veículo está sendo adaptado em Curitiba. "Ainda não há prazo para começarmos a funcionar porque estamos aguardando a licença", acrescenta.

LANCHES EM ÔNIBUS
Depois que os food trucks ganharam não só o paladar dos brasileiros, mas também a mídia, o negócio de Ubirajara Tasqueti, passou a atrair mais clientes. É que para muitos londrinenses, o Lanchebom do "Bira", como é chamado, é a primeira referência de food truck.
Há 16 anos ele vende lanches diferenciados, preparados em uma cozinha adaptada em um ônibus. "Comecei com um trailer, mas depois de dois anos, o negócio começou a crescer e surgiu a ideia de ampliar. Tive muitas dificuldades porque não havia parâmetro para fazer isso. Foram oito meses de planejamento e estudo para preparar o veículo", comenta.
"Contei com a divulgação boca a boca. Hoje, tenho atendido pessoas que não me conheciam e que se interessaram justamente pela proposta de ser em um ônibus. Por isso, acho que quanto mais gente trabalhar nessa área e de forma organizada, vai ser bom", declara. (M.O.)

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