Tendência aqui, realidade lá fora
Enquanto algumas cidades promovem eventos e já têm os food trucks circulando pelas ruas, em Londrina esse modelo de vendas é tido como uma tendência. Alguns inclusive já estão de olho neste segmento, e outros estão prestes a colocar a "mão na massa".
Como é o caso de Márcio Teotônio, de 39 anos. Ele é administrador de empresas e há muito tempo vinha alimentando a ideia ter o próprio negócio. "Em 2013 tive o primeiro contato com um food truck, em São Paulo", conta.
A partir daí, o desejo de Teotônio foi ganhando forma e volume. Ele comprou uma Kombi, fez a adaptação necessária e entrou com um pedido de autorização na CMTU. O Londrino Food Truck venderá pizzas artesanais e individuais e o diferencial, segundo ele, é a qualidade da massa. "Fiz um investimento alto e quero começar a girar para ter o retorno financeiro", completa.
Márcio acredita que o município comporta este tipo de comércio. Do ponto de vista do consumidor, ele acredita que os ganhos estão na praticidade e valor acessível, além da diversidade e qualidade dos alimentos. "Como investidor, não tem como negar que é um atalho para eu ter meu próprio negócio", salienta.
Arnaldo Falanca, diretor executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em Londrina, concorda que o crescimento deste segmento é inevitável. De acordo com ele, a projeção nacional hoje é de que 33% do que o brasileiro gasta com alimentação é fora de casa. "A estimativa para 2025 chega a 50%", comenta. Segundo o Ibope Inteligência, a alimentação fora de casa movimentou R$ 140 bilhões no ano passado.
Porém, Falanca ressalta que é preciso definir bem quanto ao futuro dos food trucks. "As exigências devem acompanhar às das lanchonetes e restaurantes fixos, em especial no que diz respeito à higienização, manipulação dos alimentos e local de preparo da matéria-prima", diz. (M.O.)





