Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Nivaldo Benvenho, mesmo quem tem aptidão para vender precisa de capacitação profissional: ''Nós tínhamos uma telefonista na empresa que falava muito bem, se comunicava bastante. Eu a convidei para ser vendedora. Ela topou e deu certo. Depois, ela fez um curso superior na área de vendas e hoje é outra pessoa, simplesmente dobrou seu desempenho'', conta.
Benvenho defende a capacitação profissional dos vendedores e afirma que o estudo faz muita diferença: ''Tenho outras vendedoras com mais aptidão do que ela mas como não fizeram curso superior, não conseguem deslanchar. O talento é uma coisa; a técnica é outra'', afirma o empresário.
Ele destaca que vender é uma atividade cada dia mais difícil: ''A sensibilidade das pessoas para produtos novos está cada vez maior, assim como a facilidade de acesso. Por outro lado, essa globalização gera uma impessoalidade. É aí que o vendedor faz a diferença. Ele precisa encantar o cliente. O vendedor passa a ser o fator humano, ele é o diferencial'', aponta.
O presidente da Acil acrescenta que as empresas que não perceberem isso vão sofrer consequências: ''Houve uma época em que qualquer pessoa podia trabalhar como vendedor. Hoje não é mais assim. As empresas que continuam contratando gente sem capacitação vão acabar sendo varridas do mercado pelo comércio eletrônico. Só vão permanecer e crescer aquelas empresas que investirem em profissionais capacitados'', garante. Reportagem Local

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