Márcio Manoel Polonio Machado, 48 anos, é diretor de desenvolvimento, ensino e aprendizagem da Nokia Siemens Networks - fruto da fusão de duas gigantes do segmento de telecomunicações. Ao todo a empresa conta com 65 mil colaboradores espalhados pelo mundo. Destes, 9 mil estão no Brasil, sendo 300 deles na Regional de Curitiba. Estes últimos estão sob a responsabilidade de Machado. Sua experiência lhe permite, com muita facilidade, explicar aos jovens o que é necessário para ingressar, permanecer e deslanchar na carreira. Ele conta que para chegar ao topo, como chegou, é preciso muita perseverança, paciência e maturidade.
''Não entrei na Siemens como diretor. Comecei como estagiário e comi muita grama para chegar até aqui, mas foi um tempo muito gratificante. Há 15 anos migrei para a área de gestão e desenvolvimento de pessoas e equipe'', explica, acrescentando: ''Hoje vejo que os jovens não têm a paciência que tive para esperar as coisas acontecerem. Os jovens da geração Y são muito ansiosos e querem ver a carreira deslanchar com a velocidade que os fatos acontecem. Vivemos num mundo dinâmico, mas não é por isso que uma carreira vai ser consolidada na mesma velocidade'', afirma.
Para trabalhar no ramo de Tecnologia da Informação e Comunicação(TIC), de acordo com ele, é preciso ter maturidade para saber lidar com as tensões do dia a dia e com a incerteza que a inovação impõe. ''Precisamos de pessoas maduras para atuar na área'', afirma. ''Procuramos um profissional que tenha tido uma boa formação, com capacidade de compreender o negócio e as preocupações de nossos clientes. Que coloque em uso todas as competências que possui para transpor as barreiras e gerar valor para a empresa, sendo proativo e ensinável e acima de tudo não se percebendo como um funcionário, mas como um empreendedor dentro da empresa'', acrescenta.
Ele salienta que o setor das telecomunicações está inserido num ambiente tecnológico dos mais competitivos e desafiadores, onde o conhecimento torna-se rapidamente obsoleto e o profissional que optar por empreender carreira nessa área precisa estar disposto a estudar e aprender constantemente. ''Chineses, americanos e europeus são competentes e agéis. Estamos cotados entre as três melhores empresas do ramo no mundo. Esse posicionamento nos motiva a buscar atualização de conhecimento constante, observando atentamente as novas descobertas, as tendências de mercado e gerar uma resposta à sociedade com a geração de novos produtos, novas soluções e novos serviços para competir de igual para igual'', afirma.
''Não esperamos encontrar no mercado todos esses profissionais prontos. Num processo de seleção valorizamos a experiência profissional anterior, a formação e a atitude, fatores que são medidos através de entrevistas de recrutamento'', explica. Uma vez contratado, o colaborador passa por um processo pessoal e profissional com duração de seis meses. ''Após esse tempo ele começa a executar as tarefas dentro da empresa e a cada semestre essa pessoa tem a oportunidade de discutir sua carreira, suas aspirações pessoais e profissionais por meio de um diálogo com seu gestor, onde também se discute metas profissionais, desempenho e um planejamento de desenvolvimento de competências é traçado'', argumenta. (K.A.)

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