Um levantamento da empresa internacional Universum traçou algumas perspectivas para 2020 e revela que os empregadores estão começando a entender as necessidades das novas gerações em todo o mundo.
Ao contrário do imaginário popular, os jovens não têm o salário como prioridade e pensam sim, a longo prazo. Além disso, esperam iniciar a carreira em uma empresa referência, que projete sua trajetória profissional para o futuro.
Para isso, eles têm apontado os treinamentos e desenvolvimento dentro das corporações, como grandes atrativos. A pesquisa ouviu 50 mil estudantes do ensino médio e também mostrou que os objetivos mais importantes na carreira profissional são equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, seguido de segurança e estabilidade.
Nas respostas, 37% temem ter empregos que não coincidam com sua personalidade, 36% que não promovam desenvolvimento e oportunidades e 28% têm medo de não alcançar os objetivos profissionais.
Apesar do estudo ser global, a estudante Ianca Beraldo Dalsenter se encaixa perfeitamente na estatística acima. Nascida em 1997, ela saiu de Pompeia, no interior de São Paulo, para estudar Administração na Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Ela, que começou a trabalhar cedo, diz não querer perder nenhuma oportunidade e, por isso, sabe que precisa enxergar longe. "Estou sempre buscando coisas novas. Gosto de desafios e sei o que quero para o futuro. Em cinco anos quero estar em uma empresa que me dê oportunidades para crescer profissionalmente. Não vou me basear no salário, mas nas chances de desenvolvimento, de aprendizado", diz.
E Ianca vai além. Ela diz que já participa de palestras sobre oportunidades e mercado de trabalho, retomará as aulas de inglês no próximo mês e se matriculará ainda no curso de alemão.
"Não vejo nada como uma missão impossível. Sei que tenho que buscar o que quero e, para isso, preciso ter bons contatos, avaliar o mercado de trabalho, buscar experiência de quem sabe o que faz. O que não pode é ficar parada, sonhando", conclui. (M.O.)

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