Saiba como reduzir os riscos da empresa
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Vinícius Fonseca <br> <br> Reportagem Local 
Ter o próprio negócio. Este é o sonho de muitas pessoas, mas que ao ser realizado apresenta uma série de desafios para os quais nem todos os empreendedores estão prontos.
Estima-se que a cada 100 empresas quase metade não passa do terceiro ano de vida. Com objetivo de tentar entender o que acontece e mostrar uma possível solução para o grave problema, o professor Edgard José Carbonell Menezes, ministra a palestra:
Quem cuida da saúde das empresas, hoje e amanhã às 19h30 no Centro Universitário Filadélfia (Unifil), campus Canadá. Segundo o IBGE das mais de 464 mil empresas abertas no País em 2007, 48,2% fecharam até 2010. Isto revela uma epidemia e também que algo esta errado, afirma o coordenador do
Curso de Administração da instituição.
Qual a solução para o problema? E quem afinal seria o médico empresarial? Menezes aponta que a maioria dos empreendedores brasileiros, embora tenham boas ideias, não se preparam para executá-las e nem procuram por auxílio de um profissional gabaritado para ajudar a estabelecer o negócio. Nesse mercado temos de tudo, desde médicos, advogados e engenheiros, até pessoas que não tem o terceiro grau tocando suas empresas. Elas não têm noção do que está envolvido em administrar uma empresa e nem contam com o auxílio de um especialista, isto ajuda para que os números sejam alar-mantes, opina.
O professor vê na legislação uma das possíveis saídas para a redução do índice de mortalidade das empresas. Menezes acredita que seria necessário a criação de uma lei que obrigasse os empreendedores a contar com o auxílio de um administrador para a elaboração de um projeto desde a fundação até a manutenção do empreendimento. Ele (o administrador) seria um sócio do empreendedor até certa altura do negócio. Quando a empresa conseguisse caminhar sozinha este profissional se desligaria da empresa. É importante também que o governo consiga criar um mecanismo assim sem onerar quem vai abrir o negócio, vislumbra.
Em outros países, onde medidas semelhantes são aplicadas, a taxa de mortalidade das empresas é muito menor do que a brasileira, aponta Menezes. Enquanto um projeto voltado para essa área não é posto em prática, o professor dá dicas de como um futuro empreendedor pode se preparar para o desafio de ser o seu próprio patrão.
De acordo com ele, primeiramente o interessado deve ter consciência dos desafios que enfrentará e que guiado apenas por suas próprias ideias a chance de ver o negócio naufragar é maior. Depois, precisa procurar uma ajuda profissional para que seja elaborado um projeto de concepção da empresa. Esse plano de ação deve conter uma análise cuidadosa da viabilidade operacional - local, horário de atendimento, número de funcionários, fornecedores, tipos de equipamento e até se o negócio vai ser feito em sociedade. Também a viabilidade mercadológica - há demanda, a localização ajuda na venda, há muitos concorrentes nas proximidades. E ainda a viabilidade financeira. Às vezes todo o projeto parece dar certo, mas se descobre que o dinheiro investido levará muito tempo para retornar o que o torna pouco compensador, alega.


