Com um plano de carreira atrativo e força de vontade pessoal, muitos profissionais enxergam a possibilidade de construir uma trajetória de sucesso e realizar sonhos. Em contrapartida a organização passa a contar com uma equipe motivada.
Em Londrina, devido ao ''boom'' da construção civil dos últimos tempos, a Construtora Plaenge foi uma das empresas que sentiu a necessidade de criar um programa diferenciado. Segundo a gerente de Recursos Humanos, Luciana Siqueira, em 5 anos o quadro profissional passou de 450 para 2 mil funcionários. ''Precisávamos formar novos líderes e técnicos. Criamos uma linha de crescimento, onde o funcionário tem a possibilidade de adquirir mais responsabilidades e autonomia'', diz.
Luciana avalia que o programa deve sofrer melhorias, mas acredita estar no caminho certo.''Estamos em plena a implantação de programa já que ele começou em 2008. Em termos de construtoras, em Londrina são pouquíssimas que já adotam política parecida, mas estamos no caminho certo'', diz.
A carreira do engenheiro Fernando Cruz corresponde bem a importância do programa de linha de crescimento. Com nove anos de empresa, ele ocupa agora o cargo de coordenador de obras, mas iniciou como estagiário. ''A empresa investe muito no funcionário e se tem uma vaga em aberto, ela procura alguém aqui dentro e ajuda na capacitação profissional'', revela.
Cruz aponta que o fato de ter passado pelos cargos antes de ocupar a chefia de um setor não demonstra apenas um reconhecimento da empresa, mas serve como preparo para comandar uma equipe.
Ele diz ainda que já chegou a receber propostas de outras empresas, mas refuta a ideia por saber que ainda pode crescer profissionalmente sem deixar a empresa em que está. ''Hoje eu tenho um vínculo muito forte aqui, me sinto parte da família Plaenge''.
Com caminho semelhante, Gelcio Laudelino dos Santos, tem quase 12 anos de empresa e depois de começar como ferramenteiro, está no cargo de administrador de obras. Para crescer foi necessário fazer alguns cursos. Hoje ele não descarta continuar se aprimorando para galgar novos passos. ''Quando entrei só tinha até a 7 série, agora já posso fazer um curso superior. A questão acaba não sendo só o salário, mas o crescimento pessoal proporcionado'', comenta.
A também engenheira Isadora Inocente reforça a ideia de que a chance de crescer na empresa e alcançar objetivos se torna mais importante que o dinheiro. ''Saber que podemos crescer é o que mais motiva toda a equipe''. (V.F.)

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