A professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Helen C. de Mattos Senefonte, diz que o diferencial das técnicas de IA é a possibilidade de máquinas se ajustarem automaticamente para atender a necessidade do indivíduo e não do coletivo.
Já a robótica, de acordo com ela, é uma forma visual de entender os sistemas inteligentes. No entanto, ressalta que muitas pessoas que trabalham com robótica, não necessariamente, fazem uso de IA.
"O robô não consegue decidir qual é o melhor caminho que precisa seguir ou, então, qual tarefa dar prioridade. É algo mecânico, parte de hardware mesmo. Mas se a IA for aplicada em conjunto, aí sim, haverá interação, que é aquilo que costumamos ver em filmes", explica.
Na universidade, alunos de Ciência da Computação conseguem visualizar a prática logo no começo do curso. Entre as atividades no laboratório, estão estudos com minis robôs.
E se imaginarmos toda essa tecnologia aplicada em empresas, o resultado, segundo Helen, será o diferencial do produto. "Por meio das técnicas, conseguimos identificar as reais necessidades do produto pontual e entregar mercadorias mais customizadas de forma muito mais rápida", conclui.
Dados da Federação Internacional de Robótica (IFR) apontam que as vendas de robôs alcançaram mais de 178 mil unidades em 2013. Um ano depois, foi registrado um aumento de 27%, ou seja, uma estimativa de 225 mil unidades. (M.O.)

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