O mundo corporativo sofre cada vez mais a mistura de gerações. Com isso o método de lidar com pessoas, que já não é algo simples, torna-se um processo que requer conhecimento específico e muito traquejo. As corporações, instituições públicas ou do setor privado, o comércio, as indústrias, enfim, todos os setores da sociedade são movidos por pessoas. Elas operam máquinas, lidam com vidas, dão suporte a equipamentos e à outras pessoas, fazem uso das tecnologias e de acordo com especialistas, precisam ser valorizadas e terem suas necessidades pessoais e profissionais atendidas. Dessa forma poderia ser evitado o efeito colateral ocasionado pelo aquecimento da economia: a escassez de mão de obra qualificada.
Para combater esse reflexo provocado pela lei da oferta e da procura a Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento do Paraná (ABTD/PR), traz para Londrina no dia 24 de setembro, o Congresso Latino-Americano de Recursos Humanos (CLARH). O evento, que será realizado das 8 às 18 horas, no Cine Teatro Ouro Verde, tem como objetivo principal romper com o atual modelo de gestão imposto nas organizações. ''As empresas não se prepararam para essa falta de mão de obra e estão tendo que correr atrás do prejuízo'', afirma Hialony Rodrigues, vice-presidente da ABTD/PR.
De acordo com ela, o fortalecimento das áreas de Recursos Humanos nas corporações deve ser implementado por meio de cases práticos de gestão de pessoas que grandes empresas estão adotando e que têm surtido resultados positivos. ''Está mais do que evidente que empresas que adotam modelos de gestão de pessoas diferenciados, inovadores, orientados para o desenvolvimento do capital humano das organizações, estão entre àquelas com melhores resultados'', aponta. ''Por isso resolvemos trazer para o Congresso Latino-Americano de RH (CLARH) exemplos e práticas de sucesso, que podem servir para orientar as empresas sobre como agir em um cenário onde a disputa por pessoal qualificado é cada vez maior'', explica.
Apagão de talentos
Hialony considera que o apagão de mão de obra que se instalou no País se dá pela fragilidade na formação dos talentos e a não valorização do capital humano nas empresas. Ela vê nos treinamentos estruturados, no coaching empresarial e no desenvolvimento de lideranças, com a implantação dos programas de estágios e trainees e o investimento na educação dos funcionários a saída para esse caos organizacional.
''Quando uma organização investe em seu colaborador e propicia um ambiente saudável, com benefícios que atenda às necessidades tanto no lado pessoal quanto profissional dos funcionários ela consegue se desenvolver e manter sua liderança e seus talentos. Assegurando ainda o sucesso e a imagem de uma ótima corporação para se trabalhar'',afirma.
Os processos de seleção das empresas que investem em seus colaboradores, conforme Hialony, tornam-se cada vez mais disputados. ''Esse investimento é percebido por meio de salários compatíveis aos cargos e a troca de informações que gera confiança mútua entre colaboradores e liderança'', aponta.
Ela acrescenta que foi-se o tempo em que as noções de liderança se resumiam àqueles que ocupavam os cargos de chefias. ''Hoje os funcionários são proativos. E o líder não pode ter uma postura de chefe impositivo, que não dá abertura para o colaborador, não o valoriza como pessoa e nem se importa em dar feedback. O líder precisa ser um inspirador, motivar e levar as pessoas a atingir os resultados que a empresa deseja'', considera.

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