RH estratégico aumenta faturamento de empresas
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Kalinka Amorim <br> Reportagem Local <br> 
Empresas que investem em gestão estratégica têm resultado garantido em seu faturamento. A nova prática aponta crescimento nos lucros acima de 50% como é caso da parananense Bematech, empresa focada em automação comercial, que vai de vento em popa. De 2005 para cá, a empresa apostou na mudança do Recursos Humanos tradicional para o estratégico e consolidou um forte plano de expansão no mercado global com escritórios em Nova York, China e Taipei.
A Bematech não é a única que vê seu faturamento crescer. Desde que iniciou a implantação de um novo modelo de gestão corporativa, a Ouro Verde, uma das líderes no segmento de logística integrada e de terceirização de frotas - sede em Curitiba - acumula nos últimos três anos um crescimento de 55,6% em receita líquida por conta da nova forma de gerir pessoas.
O grande diferencial das empresas que adotam esse modelo estratégico de Recursos Humanos está na conexidade das práticas de gestão de pessoas com a estratégia, missão e valores da organização. Empresas que não possuem RH como parte da estratégia, conforme Natalia Sindorf, responsável pela Pesquisa ''As Melhores na Gestão de Pessoas'', na Aon Hewitt, não terão sustentabilidade de seus resultados.
A mudança segundo ela, atrai os olhares dos colaboradores que acabam impactados com a valorização e retribuem com um engajamento que dá resultados.
''O RH com cadeira cativa em reuniões estratégicas passa a compreender e a desenhar o futuro das empresas na gestão de pessoas. As ferramentas utilizadas possibilitam adicionar valor à organização por meio de seus profissionais que engajados trazem retorno garantido'', afirma. ''Não são apenas maquinários, mobília e sistemas de produção que precisam ser modificados para melhor. A gestão de pessoas é o principal setor dentro das organizações que precisa se atualizar'', defende o consultor em gestão de pessoas, Tatsumi Roberto Ebina, da Muttare consultoria de São Paulo.
Ele argumenta que o novo conceito de Recursos Humanos requer novas ações que englobam desde decisões democráticas até o comportamento da liderança, que influencia de forma real e efetiva no trabalho em equipe. ''Contar com líderes inspiradores, e, não com chefes que coloquem medo nos subordinados faz com que o engajamento no serviço seja maior. Desse modo, o empreendimento caminha na perspectiva de alcançar realmente o que deseja conquistar'', diz ele.
Para Natália, é por meio dessa liderança eficaz que os valores da organização são sedimentados e as normas e políticas disseminadas. Além do que, diz ela, as expectativas individuais e das equipes são reconhecidas e respeitadas e os elementos motivacionais ativados. ''Dessa forma os profissionais se entregam além das expectativas'', comenta.
Disposição para realizar, tomar decisões, agir e pensar, conforme Ébina, são características que o ser humano traz dentro de si. ''Não são os gestores que incutem. As pessoas, no caso os colaboradores, só precisam ter a liberdade de poder usar'', afirma. ''Essa postura de uma liderança efetiva poderia dar a liberdade das pessoas serem o que verdadeiramente podem ser e, contribuir muito para modificar o modelo predominante de comando e controle que está ultrapassado'', argumenta.
Para detectar se o modelo de gestão de pessoas nas empresas está ultrapassado é preciso atenção. Ébina orienta observar alguns movimentos como o alto índice de ausência dos colaboradores, desmotivação da equipe, medo em compartilhar ideias, opiniões e a rotatividade de profissionais. ''Esses sinais indicam que a gestão esta desatualizada e precisa ser mudada'', adverte.


