O selo LEED foi desenvolvido pelo USGBC (U.S Green Building Council), uma organização sem fins lucrativos direcionada para o mercado com o objetivo de fomentar a adoção de melhores práticas na construção civil e a criação de edifícios de alto desempenho.
Para isso, a entidade conta com uma série de programas e serviços ligados à indústria da construção, além de programas de pesquisa e educacionais. O projeto piloto foi lançado em 1998 e uma década depois, em 2008, foi criado o GBCI (Green Building Certification Institute), ligado do USGBC.
No país, há o comitê GBC Brasil que tem a função de disseminar a certificação LEED por meio de cursos e palestras, mas não pode conceder o selo. Para obtê-lo, as avaliações abrangem critérios obrigatórios e opcionais, divididos em nove categorias.
São elas: Processo Integrado; Localização e Transporte; Terreno Sustentável; Eficiência no Uso da Água; Energia e Atmosfera; Materiais e Recursos; Qualidade Ambiental Interna; Inovação e Prioridade Regional.
"O projeto e a construção da obra devem apresentar um desempenho melhor que os moldes tradicionais. Ou seja, existem parâmetros de comparação. Por exemplo, um prédio comercial tem que ter 20% mais eficiência (economia) no uso da água que o normal. Então, quanto mais eficiente a obra consegue ser em diferentes categorias, mais pontos obtém", salienta a arquiteta em São Paulo, Vanessa Rocha Siqueira, consultora LEED AP.
Apesar de 40% das certificações hoje, contemplarem prédios, há um projeto piloto do GBC Brasil no que se refere às residências. Segundo Vanessa, o setor residencial e de bairros associado às práticas sustentáveis é uma novidade, mas que deve ganhar força nos próximos anos. (M.O.)

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