Melancia quadrada, uma cápsula capaz de transportar pessoas a uma velocidade sem precedentes (Hyperloop), papel higiênico colorido ou dispositivos de reconhecimento facial. São alguns exemplos do que já existe ou está em face de se concretizar. "O futuro é inimaginável e já vivemos um tempo fantástico, basta refletir sobre o atual contexto, empresas que surgiram e desapareceram. Vivemos uma realidade que há 10 anos era impossível pensar", destaca Rhode. "Ao invés de ser vítima do futuro, cada um pode ser protagonista", alerta. A preparação no entendimento de Rhode passa por mudanças drásticas nas escolas. "A escola atual trabalha com valores da 2ª Revolução Industrial como pontualidade, que serviam a linha de produção. Estudar para memorizar concorrendo com Big Data e computadores é perda de tempo. Nosso filhos que ingressam no Ensino Fundamental hoje, vão se aposentar em 2080 e não conseguimos prever como estará o mundo em 2030", alerta. "Os próximos 20 anos terão mais mudanças do que nos últimos 200 anos, porque temos uma escola que funciona da mesma forma há 150 anos. Os grandes inventores não foram formados por essa escola". Na visão de Rhode, diante desse impasse, é fundamental direcionar atenção para aquilo que desenvolva criatividade, empatia e sociabilização. "São essas as ferramentas para mover a sociedade. Entendendo que somos todos empreendedores de novo ecossistemas e novos modelos de negócios".
Para Rasquilha, adaptabilidade é a grande condição para conviver e contribuir com essa transferência de poder promovida pela democratização da informação, na qual o "cliente sabe mais do produto que o vendedor, o paciente sabe mais da doença do que o médico e assim por diante". "Exige de todos uma capacidade de enxergar, correr risco, fazer diferente. O desafio é o de adaptação permanente", reforça. (M.M.)

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