Qual o melhor profissional para se contratar?
PUBLICAÇÃO
domingo, 30 de agosto de 2009
Carreira & Sucesso 
Muito se fala nas melhores empresas para trabalhar. Há inclusive rankings nacionais e internacionais que avaliam essa questão, em diversas categorias e atividades. Mas qual seria o melhor profissional para se contratar? Afinal, para uma organização ser considerada boa, seu material humano precisa ser igualmente bom.
É claro que ser considerado um bom funcionário depende muito da cultura da empresa e do conceito de sucesso de cada área. Mas em termos gerais, o profissional ideal é aquele determinado a progredir, que trabalha em equipe, disposto a encarar desafios, aberto ao diálogo, batalhador, confiante no futuro da empresa e preocupado com suas causas sociais e com seu papel.
''O indivíduo que sabe orquestrar bem esse conjunto de recursos e que adiciona a eles a capacidade de liderança, de inspirar os outros, de motivar os outros frente a uma visão, faz com que as pessoas caminhem em determinada direção antecipando o futuro'', afirma o empresário Wilson Roberto Lourenço, sócio-diretor de uma empresa de consultoria, treinamento e pesquisa organizacional.
O bom profissional é aquele que consegue encontrar motivação mesmo que a situação na empresa não ajude. A motivação é antes de tudo algo que pertence ao indivíduo, embora o ambiente e a empresa possam cultivá-la e potencializá-la. São nos momentos difíceis que muitas vezes essa característica é mais crucial.
Na seleção, detalhes da personalidade podem pesar na contratação. ''Conheço empresas que procuram identificar valores pessoais e organizacionais. Outras organizações que não têm esse hábito ou essa preocupação acabam conhecendo outro lado do funcionário no dia a dia do trabalho'', completa Lourenço.
A escassez de talentos, da qual tantas empresas estão se queixando, deve-se justamente pela dificuldade de se encontrar profissionais adequados ao que é definido como ideal para cada vaga ou situação.
''Creio que são sim as exigências do ambiente competitivo que determinam perfis de vagas onde há dificuldade de encontrar candidatos adequados a (cada) situação'', explica Fernando Viriato de Medeiros, diretor de uma empresa multinacional.


