Prospecção, planejamento e autonomia
Há pouco tempo atrás, o londrinense Richard Alexsander W. Felix, de 29 anos, não podia imaginar que hoje trabalharia apenas com serviços freelancers. Isso porque desde a conclusão do curso de Design Gráfico, em 2007, sempre atuou em agências publicitárias, com a carteira assinada.
No entanto, essa estabilidade que tanto o atraía, se transformou em planejamento, e o que é melhor, em satisfação.
"Não me arrependi. Foi algo que surgiu ao acaso e hoje prefiro trabalhar assim. Tenho flexibilidade de horário e isso me permite manter outras atividades diárias. Em relação ao retorno financeiro, não posso reclamar. Ganho igual quando trabalhava formalizado e esse mês foi, inclusive, surpreendente", conta.
É claro que ele precisou se planejar com o dinheiro. "Tento manter um fluxo de parcelamento dos orçamentos. Assim, sei que irei receber nos próximos meses", afirma. A decisão de trabalhar somente como "freela" ocorreu no fim do ano passado, quando a agência em que Felix trabalhava passou a demitir funcionários.
"Eu já fazia alguns freelas, mas não era uma exclusividade. Quando resolvi me dedicar 100%, aluguei uma sala e tive que me planejar. Tento manter uma rotina próxima do horário comercial e sempre estou prospectando clientes", completa.
Para isso, o designer ressalta a importância do networking. Ele está sempre em contato com profissionais de outras áreas e além disso, criou o próprio site e alimenta perfis nas redes sociais. Ele conta que o fato de ter trabalhado por um período na Polônia e na Itália, também lhe garante retorno até hoje.
"De vez em quando surgem alguns trabalhos internacionais. Para eles é bom porque meu preço é mais barato por ser calculado em reais. E para mim é ótimo porque além da oportunidade, ganho em euros", diz, em tom de brincadeira. (M.O.)





