Promoções a curto prazo geram frustação
A facilidade com que os jovens da geração Y migram de uma empresa para outra é uma das razões porque o diretor da Advise do Brasil, José Carlos Vargas, considera importante não estabelecer em sua empresa um prazo mínimo para promover seus funcionários. Ele cita mais de um caso de promoção mesmo no período de experiência, que dura três meses. ''Um funcionário de qualidade a gente tem que reter dentro da empresa. Se antes de trabalhar conosco ele já fez entrevista em outras empresas, a gente corre o risco de perder um funcionário desses.''
Elisa Hofmeister, supervisora do setor de processamento de dados da Advise, é um dos casos de colaborador promovido no período de experiência. Depois disso, ela ainda recebeu mais duas promoções em um intervalo de um ano e meio trabalhando para a empresa. Para ela, as promoções vieram no tempo certo. ''Se passar muito tempo sem mudar de função a pessoa fica acomodada. Gosto de experimentar novidades.''
Chegar precocemente a posições mais altas dentro de uma empresa, no entanto, pode gerar frustração aos jovens, que teriam deixado de passar por etapas importantes de desenvolvimento, alerta Suzy Cortoni. ''O mundo corporativo pode ser cruel, e a falta de maturidade e experiência para lidar com as adversidades pode ser frustrante.''
Por isso, apesar de ter casos de promoção em curto espaço de tempo na equipe, o diretor da Advise do Brasil enfatiza que não é a empresa que vai promover o funcionário, mas ele próprio, com as competências que apresentar. ''Temos um programa de cargos e salários. (M.F.C.)





