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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Mie Francine Chiba<br> Especial para a FOLHA 
É final de ano, sinônimo de encerramento de mais um ciclo. Para alguns profissionais, vem o sentimento de dever cumprido. Para outros, a sensação de que nem todos os projetos planejados para o ano foram concluídos, e que sobra alguma coisa para terminar no ano que vem. Para ambos os casos, este é o momento certo para fazer o balanço da carreira e planejar as novas metas e objetivos para 2010, segundo afirmam especialistas no assunto.
No final de ano, as empresas fecham balanço, então é um momento propício para a pessoa pensar o que ela fez no ano, se atingiu as metas, se está satisfeita com o que faz, e pensar o que tem que mudar pro ano que vem, sugere o diretor geral do portal de empregos Trabalhando.com em São Paulo, Renato Grinberg, especialista em
carreiras.
Para ele, o primeiro passo para fazer o balanço da carreira é fazer uma auto-análise, colocando na balança os pontos que estão deixando a pessoa feliz com sua vida profissional e os pontos que não a estão deixando satisfeita, e anotar tudo isso em um papel. O ideal é que no ano passado ela tivesse feito um planejamento e colocado suas metas no papel, e ver quais ela atingiu, quais não, e por que ela não atingiu.
A partir daí, é chegada a hora de definir as metas para o ano seguinte. Para isso, a pessoa deve alinhar o que quer fazer com os passos que ela terá que tomar para chegar ao seu objetivo. Um exemplo bem claro: a pessoa quer ser o maior surfista do mundo, mas mora em uma cidade que não tem mar. Obviamente que a meta dessa pessoa não está alinhada com a ação que ela está tomando. Então, ela tem que procurar alinhar sua meta com o plano de ação.
A analista de Recursos Humanos da empresa farmacêutica Sandoz, Karina Iria, foi admitida na empresa como estagiária em 2006. Em 2008, foi efetivada na área de Desenvolvimento Organizacional, tão logo concluiu a graduação. O ano que vem, ela planeja fazer uma pós-graduação em Recursos Humanos ou em Gestão empresarial.
Recursos Humanos para aprofundar o que já tenho de conhecimento ou Gestão Empresarial para lidar com essa parte de negócios, já que a empresa em que trabalho está crescendo muito dentro do mercado brasileiro, explica Karina. Com a própria experiência e trabalhando na área de RH, ela aconselha que profissionais podem ajudar a encontrar o caminho a seguir na carreira, mas os objetivos e sonhos, só a própria pessoa pode conhecer.
Bernardo Oliveira, assistente administrativo na mesma empresa, por exemplo, acaba de ser aprovado para o mestrado em Gestão e Sustentabilidade, na UEL. Ele escolheu o curso por ter afinidade com o tema e anseio de trabalhar no ramo.
O diretor geral da Trabalhando.com, Renato Grinberg, reforça que, para desenvolver a carreira, a pessoa não deve tomar atitudes com base no que ouve falar. Não existe receita pronta para uma carreira bem-sucedida.
Vamos pensar em um caso de uma pessoa que quer uma carreira em uma multinacional. Uma pós-graduação pode ajudar, mas a pessoa não fala inglês. Então, ela estará dando um passo maior, que é uma pós-graduação, só que não está resolvendo um problema básico. A pessoa tem que ver primeiro quais são os passos mais básicos pra atingir o que quer.
Foi o que pensou o engenheiro de processos da empresa de elevadores Atlas Schindler, Diego Cunha Barbosa. Formado em engenharia elétrica, ele poderia optar por vários cursos de pós-graduação, mas escolheu uma especialização em Processos Industriais como objetivo para o ano que vem porque o seu trabalho atual relaciona-se com essa área. Eu poderia fazer algum curso de tecnologia, ou na área energética, que está em foco hoje em dia, mas não é essa a minha necessidade. Eu preciso fazer um curso na área de produção industrial, porque minha carreira acabou se voltando para esse lado.


