Programa tem várias exigências
O processo do Empreendedor Individual começou ao contrário na vida de Lilián, mas todos os passos adotados por ela servem de exemplo para quem quer sair da informalidade e tornar-se um empreeendedor sem dissabores.
Quando Lilián Fructos resolveu formalizar seu negócio, o primeiro passo que deu foi ir até a vigilância sanitária para ver quais seriam as condições necessárias para se trabalhar. Formada em nutrição e com larga experiência em segurança alimentar, ela tinha uma noção de que precisaria registrar todos os produtos que usa, além de fazer valer as regras de higiene e segurança alimentar.
Uma adequação no prédio onde prepara os alfajores precisou ser feita para cumprir as exigências impostas pela vigilância sanitária. Em seguida, ela procurou a prefeitura para solicitar o alvará, e precisou da autorização dos vizinhos para trabalhar em uma área residencial.
Antes de concluir o registro no portal do empreendedor e dar entrada na papelada para formalizar o negócio, o Sebrae orienta que o trabalhador se informe sobre a viabilidade do empreendimento e se poderá ser aberto na região pretendida. ''Serão aceitos apenas negócios que não ferem a legislação local. Por esse motivo a maioria dos municípios mantêm o serviço de consulta prévia para investigação do estabelecimento da empresa'', declara a consultora.
Os negócios melhoraram tanto para Lilian Fructos, que sua produção mensal pulou de 1,5 para 4 mil unidades por mês e ela precisou contratar uma ajudante provisória que logo logo se tornará efetiva. A produção é dividida em quatro sabores da guloseima: com cobertura de coco, chocolate branco, chocolate meio amargo e o mix - chocolate branco e preto. Esse aumento significativo na produção tem feito Lilián sonhar. ''Não quero continuar no Empreendedor Individual por muito tempo. Futuramente quero abrir uma fábrica de alfajores - a primeira do País - e empregar muitas pessoas'', prospecta. (K.A.)





