O Programa de Benefícios em Medicamentos (PBM), que oferece aos funcionários subsídio para a compra de medicamentos, benefício muito comum na empresas americanas, vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Operadoras de PBM (PBMA), estima-se que, até o final do ano, 3,5 milhões de trabalhadores serão beneficiados, chegando a cerca de 6 milhões de usuários.
"As empresas estão reconhecendo as vantagens que o benefício traz tanto para o empregado quanto para a própria companhia. Além da promoção da saúde entre os funcionários, há uma considerável redução nos custos da empresa relacionados à saúde e um notável aumento da sua produtividade", diz Fábio Hansen, diretor da PBMA. Em média, as empresas subsidiam cerca de 50% do valor dos medicamentos, que podem ser adquiridos em uma rede de farmácias credenciadas.
Os empresários buscam com este benefício reduzir o crescente gasto com a saúde do empregados. De acordo com o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar, a despesa das empresas com os planos de saúde deve passar de R$ 80 bilhões até 2030. Se comparada ao ano de 2010, o montante significará um aumento de 35%. A pesquisa também aponta que os doentes crônicos, que representam de 15% a 20% do quadro de empregados, são os responsáveis por boa parte dessa demanda (calcula-se que sejam 80% dos casos).
"Muitas doenças crônicas são agravadas porque há uma falha no tratamento medicamentoso indicado para o seu controle. Em muitos casos, o paciente deixa de tomar os remédios prescritos pelo médico porque não tem mais condições de comprá-lo. Com a piora, procura novamente um pronto-socorro ou hospital, já que ao menos tem um plano de saúde", diz Luiz Monteiro, presidente da PBMA.
Nos Estados Unidos, onde o PBM - Pharmacy Benefit Management - é difundido há muitos anos, mais de 200 milhões de pessoas já recebem o benefício. Pesquisa realizada pelo departamento de serviços de saúde americano aponta que até 10% de admissões em hospitais, consultas médicas, exames diagnósticos e tratamentos realizados por diversos pacientes poderiam ser evitados se as pessoas seguissem corretamente o tratamento medicamentoso.
O subsídio pode ser parcial ou até mesmo integral. "Mas a média do subsídio praticada pelas empresas brasileiras é de 53%", revela Monteiro. Por aqui, funcionários de grandes empresas como IBM, Nestlé, Petrobras, Unilever e Oi já recebem este benefício. Segundo levantamento da PBMA, há cerca de 2,5 milhões de beneficiados, atualmente, no Brasil. A maioria das empresas opta por descontar o benefício em holerite.

mockup