ProfMat é referência em qualificação
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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Victor Vieira<br> Agência Estado 
São Paulo - A rede de mestrados profissionais em Matemática (ProfMat), que tem servido de inspiração para cursos de outras áreas, é pioneira no sistema UAB. A coordenação da pós ficou sob responsabilidade da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), referência no setor.
Uma das prioridades foi levar em conta as necessidades e deficiências de formação dos docentes da rede pública. Para o presidente da SBM, Marcelo Viana, isso acontece porque os licenciados mais talentosos preferem ficar nas universidades a seguir o magistério no ensino básico. "Muitos nem pisam na sala de aula, já que a carreira não é atrativa", diz. Entre os méritos do curso, segundo Viana, estão a troca de experiências entre os mestrandos e o contato com pesquisadores de ponta.
"Compreendi melhor conteúdos que já havia visto na faculdade", lembra Vítor Amorim, professor de São Paulo que se formou na primeira turma do mestrado profissional de Matemática. De acordo com ele, que trabalha em uma escola estadual e em um colégio particular, a possibilidade de conciliar suas aulas com a pós foi fundamental para levar o curso adiante. "Outro ponto positivo foi repensar como avalio meus próprios alunos", comenta.
Professora da Federal do Rio Grande do Norte e coordenadora do programa do mestrado profissional em Letras (ProfLetras), Maria das Graças Rodrigues explica que a intenção é trabalhar questões cotidianas. "Em vez de aceitarmos somente dissertações, também valem como trabalho de conclusão de curso softwares ou propostas didáticas que possam impactar a vida nas classes", exemplifica. Mais de 12,5 mil professores do ensino fundamental tentaram 856 vagas da primeira edição do ProfLetras, iniciada em agosto de 2013. A próxima turma começará em 2015.
A pós-graduação em Matemática para professores do ensino básico também inspirou ideias de formação docente no ensino superior público. Está em debate um mestrado profissional com aulas semipresenciais para professores dos cursos tecnológicos e de Engenharia. "O objetivo é se basear também nas experiências bem sucedidas da Europa e dos Estados Unidos", aponta Vanderli Fava de Oliveira, da Associação Brasileira de Ensino de Engenharia, responsável pela proposta junto de 20 universidades. A ideia ainda está em avaliação pela Capes.


