Profissionais sabem o que querem
De acordo com Arlete Cordioli Felix, da Agência Apoio, que recruta e seleciona mão de obra para serviços domésticos há mais de 10 anos, a falta de empregadas domésticas ocorre porque muitas delas querem trabalhar apenas meio período para poder estudar, fazer cursos profissionalizantes, faculdade.''Elas sabem o que querem e hoje em dia escolhem até o tipo de serviço a ser feito. Passaram a ter mais conhecimento sobre seus direitos, querem receber o FGTS, o seguro desemprego, o salário família, estão mais instruídas e não aceitam mais desrespeitos'', argumenta.
Ana Paula Basso, proprietária da Maria Mariá, agência de recrutamento e seleção de empregadas domésticas, instalada em Londrina há 12 anos, atribui a falta de profissionais à baixa qualificação das domésticas, às mudanças de ramo profissional e aos subsídios oferecidos pelo governo. ''Empregadas domésticas com maior escolaridade acabam optando por trabalhar em outros setores como comércio, indústria, enfermagem'', diz. ''Já as de baixa escolaridade, por falta de conhecimento, optam por trabalhar na informalidade, para não perderem os benefícios dados pelo governo como bolsa família, baixa renda entre outros'', continua, acrescentando que 80% das empregadas domésticas optam por trabalhar como diarista, onde não há compromisso e regras de horário. (K.A.)





