Kleber Casarça, educador físico e André Meneghel Rando Junior, fisioterapeuta. As profissões são diferentes, mas o objetivo é comum: trazer qualidade de vida e bem estar para a terceira idade. Rando atende um grupo de 35 pessoas em Mauá da Serra, duas vezes por semana, com exercícios e alongamentos que melhoram a coordenação e o equilíbrio dessas pessoas, consequentemente a qualidade de vida.
O educador físico coordena em Londrina dois grupos de terceira idade, com atividades físicas três vezes por semana. No programa estão incluídos alongamentos, avaliações e a aplicação gradativa dos exercícios, com o intuito de manter a autonomia e a saúde do indivíduo. ''Mantendo-os saudáveis, sem dores, principalmente as articulares ocasionadas pela perda de massa magra e da atrofia muscular típica dessa idade'', explica Casarça.
Ambos estão satisfeitos, começaram os grupos a pedidos e perceberam um nicho profissional promissor. Eles também concordam que a qualidade de vida dos idosos melhorou consideravelmente. ''A terceira idade é um mercado que vai crescer bastante e os profissionais que se especializarem podem aproveitar esse boom'', dizem.
Kioko Nishida, 69 anos, bancária aposentada faz parte de um dos grupos coordenados por Casarça. Para ela fazer exercícios não é algo bom apenas para o corpo. ''Exercita a mente e a alma. Fazemos novas amizades, nos divertimos e nos sentimos bem'', comemora. Kioko sente-se valorizada com a ação. ''Antes não tínhamos nenhuma atividade voltada para a nossa idade. Não gosto do ambiente da academia e temos lutado muito para conseguirmos que nossos direitos sejam colocados em prática. Acho que já melhorou bastante, mas ainda falta muita coisa para estar 100%'', reivindica.
Personal Care
Elisabete Lopes Pereira é uma prestadora de serviços. Ela se define como uma personal care da terceira idade. No início de sua carreira muitas pessoas a confundiam como taxista. ''Meu trabalho vai além'', garante. ''Acompanho os idosos nas atividades do seu dia a dia, como ir ao médico, ao supermercado, as aulas de hidroginástica'', explica ela. ''Faço a compra junto com a pessoa. Se é necessário ir ao médico e o familiar não pode acompanhar, entro na consulta, converso com o médico e repasso as informações para a família'', continua. ''Tenho uma cliente que a levo às aulas de hidroginástica, ajudo em tudo e a levo de volta para casa'', conta.
Elisabete também vê na terceira idade um ramo promissor para o mercado de trabalho. Em sua carteira de clientes, atualmente, ela já soma mais de 80 atendimentos mensais e já divide as atividades com uma sócia. (K.A.)

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