Professora diz que foi demitida por ser lésbica
Até que ponto a orientação sexual interfere nas relações de trabalho? Não há resposta concreta, mas para duas professoras o assunto foi parar na Justiça. Elas sabiam que ao assumir o relacionamento homoafetivo enfrentariam alguma resistência mas não imaginavam que havia tanto preconceito a ponto de uma delas ser demitida de um colégio particular onde lecionava.
Ao saber que uma de suas profissionais mais competentes pudesse deixar o marido para ficar com outra mulher, que na época também era casada, a escola a demitiu. ''A primeira coisa que o colégio fez foi me tirar da sala de aula e colocar numa 'sala de estudos'. Ali, eu fazia trabalhos manuais, joguinhos que nunca foram usados e acabaram indo parar o lixo. Um mês depois, veio a demissão, sem justa causa'', conta. O caso aconteceu numa cidade da região. Na época, pais e alunos fizeram um abaixo assinado pedindo para que a professora permanecesse no colégio, mas não teve jeito.
Em uma ação trabalhista alegando demissão por preconceito contra a escola, ela teve ganho em primeira instância, mas no Tribunal do Trabalho Estadual, perdeu por ''falta de provas''. ''Guardo até hoje a sentença da juíza da primeira instância que foi de uma sensibilidade muito grande'', conta. Hoje, as duas professoras moram em Londrina e trabalham em suas áreas. Uma leciona em colégio estadual e a outra tem uma escola particular. (V.B.)





