A pesquisa Global Evolving Workforce também revela que entre os brasileiros que trabalham em casa, 49% se sentem menos estressados, 45% dirigem menos, 33% dormem mais e 52% têm mais tempo para a família.
Como é o caso de Wellington Oliveira Cavalcanti, de 30 anos. Ele trabalha em casa, em Londrina, como analista de sistemas de uma empresa de TI, com sede em São Paulo. Há dois anos, ele passou por essa mudança na rotina profissional e acredita que as vantagens minimizam os pontos negativos da prática.
"Sinto falta das relações com outros colegas, mas vejo isso como uma necessidade para manter esse estilo de vida. Além disso, uma vez por mês vou para São Paulo participar de reuniões e esse encontro é suficiente", conta ele, que montou um escritório em casa e passou por uma fase de adaptação fundamental.
"Procuro manter o horário comercial e só saio do escritório para almoçar. Tive que criar uma disciplina de horários, inclusive com minha família. Nessa área trabalhamos com prazos e se não houver uma rotina, surgirão muitas dificuldade para cumpri-los", comenta.
Para ele, trabalhar em casa gera uma economia financeira por não ter gastos com locomoção e alimentação, além de ter mais tempo para se dedicar à filha. "Também passo por menos estresse. Tudo isso é um incentivo para meu trabalho ter mais qualidade, pois quero continuar no home office", afirma.
Segundo Luis Gonçalves, presidente da Dell Brasil, "a disseminação de uso dos dispositivos móveis para acesso à internet e da cloud computing (computação em nuvem) têm proporcionado novos modelos de trabalho e essa tendência atende a uma demanda de pessoas, principalmente em grandes centros, de buscarem o trabalho remoto e o home office como forma de equilibrar vida pessoal e profissional". (M.O.)

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