Primeiros passos de uma história
O jovem Hugo Lima, de 32 anos, ainda engatinha quando o assunto é administrar uma grande empresa, já que por enquanto ele trabalha somente com a esposa, a enteada, a mãe e o padrasto na microempresa Due Fratelli Massas Artesanais, fundada em 2009, em Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina). Uma experiência no exterior, quando ele tinha 24 anos, resultou na carreira de chefe de cozinha. "Quando saí do país não tinha ideia do que queria fazer, então fui trabalhar. Comecei lavando pratos em um restaurante chamado Wagamama, em Londres, e acabei como chefe. Quando voltei ao Brasil, em 2006, comecei um curso de gastronomia".
Após concluir a formação, ele começou a trabalhar em cozinhas de hotéis de Londrina, mas cansou de ser empregado e criou a própria microempresa um ano depois. No entanto, sem um ponto fixo, trabalhando na cozinha da casa da mãe, em uma época onde internet não era tão forte e o trabalho funcionava basicamente com indicações, ele desistiu do próprio negócio e voltou ao mercado de trabalho. "As redes sociais não eram tão fortes, eu não sabia divulgar, então acabei tendo que adiar o negócio. Em 2013, porém, cansei novamente de trabalhar para os outros, e então comecei direito. Hoje, após quase um ano e meio e a abertura de uma loja física, a empresa está consolidada e registramos crescimento de 150% ano passado", comemora.
Para dar conta do negócio, ele, a esposa Soraia e até a enteada de 13 anos, Isabela, fazem a produção, a mãe dele, Sophora, e o padrasto Edmilson cuidam das vendas e da parte administrativa da empresa. "Por enquanto todo mundo ajuda para que a empresa possa crescer, mas meu sonho é que eu só cozinhe e tenha o apoio deles para administrar o negócio". A expectativa é que a esposa dele, que hoje dá aulas de biologia, esse ano saia do trabalho para fazer parte do negócio. "A família vai depender disso, desse negócio, e já estou pensando que vou ter que contratar os primeiros funcionários este ano".
Para que a empresa continue dando certo, Hugo conta que teve orientação de um consultor. "Quando abri a empresa não tive essa orientação, e talvez por isso não tenha dado certo. Hoje até a forma de fazer meu marketing e algumas coisas da administração nós mudamos por conta da consultoria. Temos grandes expectativas este ano", finaliza. (P.B.O.)





