Preconceito de idade gerou fofoca
Bruna (nome fictício) foi alvo de fofocas no ambiente corporativo e teve sua vida pessoal e profissional prejudicadas. Por causa dos boatos maldosos ela perdeu o antigo emprego e quase perdeu o namorado, hoje atual marido.
Bruna conta que enquanto tinha um cargo onde apenas recebia e cumpria ordens tudo estava normal. A partir do momento em que foi promovida, apesar da pouco idade na época, as coisas mudaram. ''Sempre tive um bom relacionamento com a equipe, mas a partir do momento que fui promovida a coisa mudou. Tive um aumento considerável de salário, ganhava o dobro do que os outros funcionários, inclusive os mais antigos. Por conta da promoção, precisei ter posturas de cobranças - o que incomodou a maior parte da equipe'', conta.
As cobranças a que ela se refere eram conversas paralelas desnecessárias, uso contínuo de e-mail pessoal, cobrança por melhorias. ''Depois disso comecei a ser odiada por todo mundo'', diz.
Certo dia, ela chegou ao local de trabalho e - para sua surpresa - a empresa estava vazia. Foi quando percebeu que o grupo estava reunido e causando calúnia e difamação. ''As pessoas acham que gente jovem não tem competência para cargos de gestão. Inventaram que eu tinha sido promovida por ter um caso com o gerente da empresa, mas isso era mentira'', afirma. ''Mesmo assim ele me chamou e disse que eu era muito competetente, mas que ele não poderia correr o risco de perder a maior parte da equipe'', diz, acrescentando que a maior parte do grupo fez um abaixo assinado para que ela saísse da empresa. ''Hoje sei que quem me demitiu se arrepende, tanto que já colocou à minha disposição o cargo que ocupei anteriormente, mas pelo fato de algumas pessoas ainda permanecerem na empresa não cogito minha volta'', afirma.
Todo esse constrangimento, de acordo com Bruna, trouxe alguns prejuízos. Além de ter sido mandada embora, ela teve que correr o risco do namorado não acreditar nela. ''Não foi fácil chegar para meu namorado e dizer o motivo que me levou à demissão. Penso que na época ele acabou engolindo, com o passar do tempo ele foi, de fato, conhecendo as pessoas e viu que eu não menti. Hoje estou casada e bem empregada em outra corporação, mas podia estar gerenciando uma das unidades da empresa anterior, uma mutinacional do ramo de informática, em outra cidade ou até mesmo em outro país'', resigna-se. (K.A.)





