''As pessoas aprendem de formas diferentes. Algumas aprendem olhando, outras ouvindo, e por último, tem aquelas que precisam tocar, sentir. O filme proporciona tudo isso'', observa Vilma Munhê, sócia da Presença. Durante as oficinas de cinema que a empresa realiza, os funcionários não ficam sabendo do tema que está sendo discutido ali, mas ao final das atividades, ele acaba vindo à tona.
Todo final de oficina, Vilma Munhê, que é administradora de empresas, faz um processo de reflexão do aprendizado. Esse é o momento em que os participantes da atividade param para refletir e falar dos seus sentimentos e emoções. ''Normalmente isso é trabalhado em equipe, sempre partindo do sentimento, de como eles estão se sentindo com a atividade.'' São várias as discussões que acabam resultando da oficina. ''Desde a análise que eles fazem sobre planejamento, acertos e erros, a relação deles dentro do grupo, a importância de acreditar no outro, a importância de entender a visão sistêmica das coisas, de entender o processo como um todo, até o bom humor e a alegria. Eles veem que podem produzir em um ambiente mais alegre e descontraído'', enumera Vilma.
Outra discussão que a administradora de empresas diz estar muito presente nessas ocasiões é a superação. ''Eles falam muito do medo inicial, porque não tinham a mínima idéia (de como fazer um filme), não acreditavam que conseguiriam, e que depois descobrem que podem fazer, podem lidar com o outro. Uma palavra que eles sempre usam é superação.''
Para as empresas, as oficinas de cinema podem ser uma oportunidade de conhecer melhor cada um de seus colaboradores. ''É uma forma de diagnóstico, para a própria pessoa também. Durante a atividade, naturalmente desponta aquele que é mais unido, aquele que põe a mão na massa'', avalia Vilma. ''As pessoas se abrem muito na oficina, e você percebe bem as diferenças de personalidade'', completa Wagner Munhê.
Conforme diz a administradora de empresas, uma das principais reclamações das organizações diz respeito à falta de comprometimento de seus funcionários, e as oficinas podem ser um meio de conseguir mais envolvimento da equipe. ''Uma das formas de comprometer as pessoas é fazer com que elas se sintam parte de um processo, tenham uma identidade com o que estão fazendo'', explica. (M.F.C.)

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