Piloto de drones é profissão em alta


Micaela OrikasaReportagem Local
Micaela OrikasaReportagem Local

Os voos de multirrotores, popularmente chamados de "drones", estão levando a profissão de pilotos às alturas. Isto quer dizer que esse campo de atuação está sendo considerado promissor, com grande potencial de geração de empregos.
Para alguns especialistas, a justificativa é a crescente popularização desses equipamentos aliada à discussão pública de regulamentar a atividade. "Sabemos que os investimentos na área são cada vez maiores, principalmente em países que já possuem regulamentação específica", comenta Felipe Calixto Reis, fundador e diretor da Rio Drones, que oferece curso para formação de pilotos e técnicos, no Rio de Janeiro.
O assunto ganhou bastante notoriedade, recentemente, com a consulta pública da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que segue aberta à população até o dia 2 de novembro.
A proposta é regulamentar a utilização de Aeronaves Remotamente Pilotadas (RPAs), outro termo usado para os drones, com o objetivo de viabilizar as operações, preservando a segurança das pessoas e minimizando ônus administrativos e burocracia.
Segundo Flávio Lampert, presidente da Associação Brasileira de Multirrotores (ABM), a regulamentação irá garantir o mercado de trabalho existente, que vem ganhando cada vez mais adeptos.
"Os multirrotores já estão há cerca de cinco anos no País e estão se popularizando com modelos mais acessíveis. Mas ainda não dá para quantificarmos o número de profissionais, justamente porque não há um reconhecimento do trabalho comercial", afirma Lampert, reforçando a importância da normatização vir acompanhada de fiscalização.
Com diversos modelos e preços no mercado, os drones voam em todo o País em inúmeras situações. Desde uma produção cinematográfica até mesmo monitoramento de áreas de risco e mapeamento de áreas rurais.
No entanto, a ausência de regras coloca em risco a segurança de muitos brasileiros, por exemplo, quando essas máquinas invadem estádios de futebol e festas. Além das eventuais falhas técnicas que todo equipamento eletrônico está sujeito, há o fato de que muitos ainda possam estar sob o controle de amadores.
"Quando se barateia, o produto vai para a mão de muita gente. O mercado precisa saber quem trabalha dentro das normas de segurança e quem não", salienta Lampert.
A ABM surgiu há um ano por iniciativa de aficionados por multirrotores, ao perceberem a importância de organizar a atividade. Atualmente, são 350 associados em todo o País e, de acordo com o presidente da entidade, são dois mil processos de filiação em andamento.
"A Anac não visualizava a possibilidade de se trabalhar com multirrotor porque, até tempos atrás, esse mercado não existia. Hoje já temos na prática, gente se divertindo e trabalhando com isso", diz.



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