Curitiba - Literalmente pode vir do céu a solução para a geração de renda, quando se direciona o olhar para os drones ou RPAs (Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas) e suas múltiplas possibilidades de uso. Toda a tecnologia embutida nessas máquinas que voam conseguindo transportar dispositivos e captar dados vêm revolucionando o alcance da atuação de diferentes setores da sociedade da defesa civil, que pode controlar de forma mais precisa as áreas de risco de desmoronamento em um período de chuvas e temporais, passando por órgãos ambientais que monitoram espécies de animais em extinção em matas fechadas a partir de dispositivos com sensores térmicos. Soma-se a esses exemplos toda a demanda crescente das atividades relacionadas às atividades vinculadas a eventos e entretenimento, não só pelas possibilidades de fotos e vídeos aéreos com precisão e qualidade incríveis, mas como esporte uma vez que está em franca expansão disputas de corridas de drones, dispensando aos pilotos remotos ganhos e tratamentos semelhantes aos das corridas automobilísticas.
"Considero que a corrida de drones será a Fórmula 1 dos próximos anos tamanho o fascínio que desperta nas novas gerações", atesta o supervisor do curso de Piloto de Drones – Tecnologia e Operação Profissional de RPAS e fundador da empresa de soluções Asadrone, Marcio Vieira. Acompanhando o mercado desde 2012, Vieira conta que a empresa foi criada pensando em atender demandas do setor público e privado, com o uso de tecnologias de ponta, para áreas de Metrologia, Telemetria, Fotogrametria, Automação, Robótica, Big Data, Cloud Computing, Virtual Reality e Visão Computacional. "Também fabricamos drones e aparelhos com dispositivos para fins inusitados", conta. "Em 2016, no auge do surto da dengue, fomos premiados no Drone Show América Latina, por conta de uma solução que despejava larvicida em lugares onde os agentes não conseguiriam ter acesso e que, fazendo uso de um óculos de realidade virtual, puderam monitorar o drone e despejar o produto sem invadir nenhuma propriedade ou se arriscar escalando uma altura elevada", recorda.
Atualmente, um dos projetos que Vieira está debruçado é voltado aos serviços de entrega de mercadorias pelos drones. "Já viabilizamos algumas soluções que eliminam algumas restrições que impediram o serviço até o momento e se tudo der certo, conseguiremos em breve trazer essa inovação para o mercado", antecipa.
É justamente por conta de tantas frentes de trabalho que Viera defende que aprender a pilotar e manusear o drone e seus recursos abre diferentes possibilidades de trabalho e geração de renda. "Desenvolvo cursos para várias instituições porque o mercado já precisa e vai aumentar ainda mais a necessidade de pessoas com uma formação para o uso profissional, até porque é preciso entender de regulamentação do espaço aéreo antes de sair comprando um aparelho que tendo acima de 250 gramas já necessita de cadastro no Sisant (Sistema de Aeronaves não Tripuladas) e autorização de voo pelo Sarpas (Sistema de Aviso de Voo), pois passa a ser considerado uma aeronave, não um brinquedo", alerta. "Se existem profissões que estão desaparecendo, eis um exemplo de várias atividades remuneradas que podem vir de conhecer essa novidade que vai revolucionar diversas áreas", prevê.

mockup