Para professor, molde atual é democrático
Para o coordenador do Curso Luiz Flavio Gomes (LFG) em Londrina, Fábio Alexandre Leal dos Santos toda discussão visando a melhoria do sistema é válida. Apesar disso, ele afirma não concordar com alguns aspectos da pesquisa.
Segundo ele, as provas de múltipla escolha já são parte do processo em muitos concursos públicos. Além disso, o molde atual é visto como justo e democrático. ''Todos têm oportunidade e consegue a vaga aquele que se preparou melhor'', avalia.
O professor questiona ainda a proposta de limitar o número de oportunidades que um concurseiro terá. Para ele, adotar um método que delimite as oportunidades é improvável. ''Acredito que essa medida fere direitos constitucionais, já que o indivíduo tem o direito de continuar tentando a vaga independente de quantas vezes isso ocorreu. Todo mundo sabe que hoje antes de ser aprovado um candidato acaba tendo várias tentativas na maioria das vezes'', contrapõe.
O coordenador tem opinão contrária ainda aos métodos de seleção e recrutamento. De acordo com ele, criar critérios muito específicos restringe a possibilidade de qualquer um tentar um cargo, tornando o processo menos democrático.
Leal dos Santos vê com bons olhos, no entanto, que a aplicação das provas não sejam tercerizadas, mas de resposabilidade de empresas ligadas a escolas federais. Ele é favorável ainda à criação de escolas de preparação dentro dos órgãos públicos. ''Esse período de preparo, porém, não deve gerar o desligamento do concurseiro, uma vez que ele já foi aprovado e mostrou ter o conhecimento exigido por meio de prova.'' (V.F.)





