'Para gostar é preciso compreender'
Ter prazer em lidar com números e enxergar matemática em todo o lugar. Estas são algumas razões que, na opinião de alunos do curso da Universidade Estadual de Londrina (UEL), levam alguém a optar por se especializar na área. No entanto, a questão que fica é: como desenvolver este gosto?
Com apenas 18 anos, no primeiro ano de bacharelado, Sandro Bernardes Pinheiro parece ter a resposta para a dúvida. Segundo ele, para gostar de matemática é preciso, antes de mais nada, compreendê-la.
Ele defende que cabe aos professores, desde o ensino nas fases iniciais até o superior, motivar os alunos. ''A matemática tem que ser ensinada de forma lúdica para que desperte o interesse. Ela está em tudo e sempre será usada'', comenta.
O jovem acredita ainda que a falta de mão de obra qualificada na área pode ser motivadora já que sobram vagas de emprego na área. Pelo tipo de formação que escolheu, Pinheiro sabe que não trabalhará diretamente no ensino fundamental, mas não teme ficar sem emprego. ''Há muito campo (de trabalho) e a tendência é que falte cada vez mais profissionais. Seria interessante que não fosse assim, mas essa é uma realidade que ainda deve levar um tempo para mudar'', diz.
Apesar da resistência dos alunos em aderir ao curso de matemática, alguns profissionais de outras áreas têm buscado a formação. O engenheiro eletricista, Devanir Rogel, de 48 anos, resolveu experimentar a disciplina. ''A própria natureza se utilizou da matemática, ela está em tudo. Escolhi fazer o curso pois sentia a necessidade de aprimorar os meus conhecimentos na área'', afirma.
Segundo ele, esse conhecimento fará diferença tanto na sua profissão atual quanto em seu futuro. ''Quero me dedicar a área, me tornar um profissional da matemática'', garante. (V.F.)





