Para escolher é preciso se desenvolver
Diante de uma geração conectada e curiosa, a alta carga de informações pode não ser tão benéfica para a escolha da profissão. Quem avalia melhor isso é o partner da Sociedade Brasileira de Coaching (SBC), Cláudio Peixer.
De acordo com ele, "vivemos um tempo onde há muita oferta de informações, mas que requer das pessoas um desenvolvimento de um conjunto de habilidades para escolher quais dessas informações são importantes", completa.
Para a psicóloga Ana Cláudia Paranzini Sampaio, um aspecto que merece ser destacado é que os estudantes hoje, que conseguem concluir o ensino médio com mais segurança na escolha da profissão, são alunos mais pró-ativos.
"Temos visto uma geração que é superprotegida. Ainda encontramos alunos que não têm o poder de decisão porque até o comportamento em fazer escolhas não foi ensinado ao longo de suas vidas", diz.
Ela ainda observa que muitas famílias não estão conseguindo perceber que dar tudo ou proporcionar tudo para os filhos faz com que futuramente eles não aprendam a correr atrás do que realmente querem.
"Claro que as variáveis comportamentais e emocionais também influenciam, mas estamos falando justamente em trabalhar a capacidade de resiliência. Porque nem sempre o mercado é aquilo que imaginam e também não há regras. Eles precisam sair da zona de conforto", sustenta. (M.O.)





