Neste final de ano, a funcionária pública Ruth Sampaio Campana se forma em um curso a distância depois de mais de dois anos estudando via web. Ela lembra que a oportunidade surgiu por meio de uma parceria entre a prefeitura e o Instituto Federal do Paraná que ofertaram o curso de Gestão Pública. ''Era a chance de ter uma formação superior sem ter que sair de casa para a faculdade, já que as aulas presenciais eram na própria Prefeitura e as outras atividades podia fazer em casa'', relata.
Ruth lembra que há época, sua filha caçula, hoje com quatro anos, era apenas um bebê, o que dificultaria enfrentar uma graduação presencial. Apesar das praticidades, a modalidade a distância tem os seus desafios e para Ruth o principal deles é organizar o tempo para entregar as atividades em dia.
''Procurava sempre tirar uns minutinhos por dia para estudar e não deixar as tarefas acumularem. Se organizar é importante para o curso dar certo'', aponta. Hoje, quase formada, Ruth é só elogio aos métodos e não descarta fazer um novo curso a distância em um futuro breve.
Formada em pedagogia de forma totalmente presencial, a técnica em formação profissional do Sest/Senat em Londrina, Flávia Teixeira, experimentou recentemente fazer também uma especialização em ensino a distância.
Flávia revela que inicialmente tinha preconceito quanto à qualidade de formação ofertada por esses cursos. ''Depois que fiz, pude visitar plataformas de ensino e vi que a estrutura é boa e vem evoluindo cada vez mais'', defende.
Ela ressalta, no entanto, que a falta da presença de um professor todos os dias, exige do aluno muita disciplina e dedicação. ''Se o estudante sentir que não consegue ter essa autonomia é melhor não tentar o ensino a distância'', pondera. Tendo encarado, as duas principais modalidades de ensino -presencial e a distância - a técnica garante ter planos para uma nova especialização já em 2013.
A falta de tempo fez do instrutor, Flávio Sgarioni, da área de transportes, a procurar o ensino a distância. No ano que vem, ele deve se formar tecnólogo em logística e reconhece que se não fosse o EAD, provavelmente não seria possível frequentar uma universidade. ''Viajo muito por causa do trabalho, às vezes fico uma semana longe de casa, não conseguiria acompanhar um curso presencial'', afirma.
Para ele, a automonia e a exigência de proatividade que o curso naturalmente impõe, faz diferença no crescimento do aluno. ''Como tenho que me virar, acabo pesquisando e aprendendo muito mais do que se ficasse na dependência do professor. Agora é preciso ser determinado e organizado'', opina. Assim como os demais alunos, Sgarioni não descarta continuar se beneficiando do ensino a distância, quem sabe com uma pós-graduação. (V.F.)

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