Se uma palavra fosse escolhida para definir o que move estudantes a frequentarem as escolas de aviação, essa seria sem dúvida a paixão. ''Quem começa um curso de preparação visando apenas o dinheiro não consegue. A aviação é uma mãe que seleciona seus filhos e demanda certo investimento na formação e muitas horas de dedicação aos estudos'', defende Eduardo Romero, que frequenta o Aeroclube de Londrina há cerca de um ano e meio e pretende chegar um dia a se tornar instrutor de voo.
Outro membro do Aeroclube de Londrina, Danilo Cruz, ainda está em um estágio menos avançado que Romero e tenta sua habilitação de piloto privado (40 horas de voo), mas já faz planos de um dia se tornar piloto executivo.
Para os jovens Bruno Vinicios Theodoro Cordeiro e Rennan Luiz Ferreira da Silva, ambos do 3º ano de Ciências Aeronaúticas da Universidade Norte do Paraná, apenas o curso não garante ao aluno a entrada no mercado de trabalho, já que as aulas práticas no Aerobclube são obrigatórias. ''Pode se fazer cursos em aeroclubes passar nas bancas da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e seguir carreira, mas a faculdade te deixa mais bem visto junto às compahias aéreas e facilita a atuação em aeroportos'', pondera.
Tanto Cordeiro quanto Silva já são pilotos privados, mas agora fazem planos para alçar voos maiores. ''O piloto privado é uma licença para que o profissional possa voar por conta própria e sem remuneração, no entanto, é o primeiro passo para quem um dia pretende chegar em uma grande companhia'', explica Silva. (V.F.)

mockup