Orientação profissional ajuda na escolha
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segunda-feira, 29 de abril de 2013
Vinícius Fonseca<br>Reportagem Local 
Ser um profissional bem sucedido e encontrar prazer no que se faz são, geralmente, os principais objetivos de qualquer pessoa independente da área de atuação, mas para que isso seja possível é fundamental que a escolha da carreira seja feita de forma muito consciente.
Hoje, a gama de cursos é enorme. Estima-se que existam mais de 200 opções de formação, se somados os cursos universitários, técnicos e tecnológicos. Segundo a psicóloga, Ana Cláudia Raymundi Spigai, a dificuldade na tomada de decisão se dá também pelo fato de que essa escolha ocorre na transição da adolescência para a vida adulta, entre os 16 e 18 anos. ''O mercado está cada vez mais competitivo e os jovens de hoje sabem pouco de si, tanto é que fazem escolhas em qualquer âmbito com muita dificuldade'', diz.
Com este cenário pouco favorável, como decidir pela melhor carreira? Especialista em orientação profissional, Ana Cláudia diz que a busca por auxílio externo nesse momento pode fazer toda a diferença. Ela recomenda que o jovem faça uma pesquisa primeiro de si mesmo e depois do mercado de trabalho.
Além de descobrir quais aptidões, competências, habilidades, conhecimentos, interesses e valores possui, é importante verificar com quais profissões estas qualidades se relacionam. Qual rotina de trabalho pretende ter, qual o retorno financeiro desejado, qual a perspectiva de crescimento profissional e realização pessoal, são fatores a se levar em conta, antes mesmo da decisão. ''Passar por um processo de orientação vocacional ajuda a responder essas perguntas, assim o jovem pode fazer uma escolha mais madura'', defende.
A psicóloga, Renata Ribas Baggio, acrescenta que o processo para se definir as preferências de uma pessoa deve conter entrevistas, questionamentos, análise de profissões com orientação, testes e outras técnicas. Ela indica que além de se submeter a esse processo é interessante procurar por profissionais que estejam atuando na área desejada. ''Saber um pouco mais sobre a profissão de interesse sempre ajuda na decisão'', diz.
Renata alerta que alguns jovens optam por uma profissão por que admiram alguém que atua nela, mas isso é arriscado. ''Às vezes há uma admiração pela pessoa e não pela profissão e isso pode causar um frustração no futuro'', afirma.
Dentre as influências que o indivíduo pode sofrer durante seu processo de decisão, a família ocupa papel significativo. A psicóloga pondera que esta interferência é inevitável, no entanto, os pais devem dar a liberdade necessária para que os filhos tomem a decisão por si próprios.
Renata argumenta ainda que, em algumas oportunidades, o futuro profissional não está maduro o suficiente para decidir que rumo seguir e o autoconhecimento é que dará a ele essa resposta. ''Definir se vai ou não fazer uma faculdade ou outra é algo totalmente pessoal.''



