Há quem vire um chef de cozinha sem nunca ter pensado em sê-lo. Daiane da Silva Nascimento, de 31 anos, conta que só queria um emprego quando procurou uma franquia do Restaurante Madero, em meados de 2012. Até então, ela só cozinhava em casa. Começou como auxiliar de cozinha e passou por todas as etapas – lavou louça, aprendeu a cortar as carnes, assumiu a grelha – até chegar à função mais nobre da cozinha industrial numa das franquias da rede, há pouco mais de um ano. Sua receita é bem simples. "Acho que o principal é gostar do que você faz." Hoje, Daiane é chef na loja recentemente inaugurada no Catuaí Shopping e se sente preparada para trabalhar em qualquer restaurante. Mas ainda tem planos de fazer a faculdade de gastronomia para se qualificar. "Quando você põe seu valor no trabalho, ele é recompensado", avalia.
E há quem ingresse na faculdade com o desejo de um dia chefiar a cozinha do próprio restaurante. É o caso de Fernanda Carine, de 23. De família ítalo-alemã, de quem herdou o dom e a paixão pela culinária, a catarinense deixou Rio Negrinho, na divisa com o Paraná, para cursar gastronomia na UniFil. Está no último ano e concilia as aulas com o trabalho de cozinheira no restaurante Villa Fontana. Seu objetivo é voltar à terra natal para abrir um restaurante alemão ou quem sabe um café colonial com a família. "Resolvi fazer o curso porque o conhecimento teórico é importante e te ajuda a colocar no mercado de trabalho", afirma. Ela já sabe o gosto de trabalhar numa cozinha com produção em grande escala, por isso valoriza a função do chef. "Eu acho que cozinho bem, faço bem o que sei. Mas o chef te dá mais segurança, principalmente em dias em que a casa está cheia. Eu considero meu chef meu segundo pai, aprendi muito com ele antes mesmo de entrar na faculdade", revela. (D.P.)

mockup