Chega hora da prova. A tensão toma conta do candidato que faz as questões, uma a uma, deixando para o final a redação, para, assim, analisar melhor o tema proposto. A cena não muito rara de se ver faz parte do imaginário de muitos candidatos que se preparam para as provas que podem ingressá-los na faculdade ou garantir uma vaga em concurso público.
O medo da redação, muitas vezes poderia ser apagado com um simples pensamento: para escrever sobre determinado tema, é preciso primeiramente conhecê-lo.
No momento da elaboração propriamente dita, a anotação em um rascunho de todas as ideias que forem surgindo constitui um recurso fundamental. Nessa etapa do processo de escrita não deve haver nenhum tipo de preocupação quanto à sequência ou organização dessas ideias. Esse procedimento permite avaliar o grau de conhecimento sobre o tema.
É preciso, a seguir, analisar com atenção todas as ideias levantadas aleatoriamente e eliminar aquelas que não parecerem apropriadas ao texto. Deve-se organizar as ideias consideradas relevantes de maneira coerente, em parágrafos articulados entre si. É necessário ligar o exposto no parágrafo anterior com o parágrafo subsequente, por meio de organizadores ou conectores textuais, como as conjunções e os advérbios, buscando a construção do sentido do texto.
O desenvolvimento das ideias deve seguir a articulação lógica entre as três partes fundamentais do texto, que no caso da dissertação correspondem à introdução, ao desenvolvimento e à conclusão. Após, é necessário verificar se as ideias levantadas estão encadeadas de forma lógica e coerente, tomando-se o cuidado de eliminar qualquer tipo de contradição.
É importante examinar, ainda, as palavras e expressões selecionadas para a elaboração do texto, observando a necessidade de trocar aquelas consideradas inadequadas, com o objetivo de se atingir a tão necessária propriedade vocabular.

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