Número de MEIs cresce 4.811% no Paraná
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domingo, 11 de agosto de 2013
Vinícius Fonseca<br> Reportagem Local 
Deixar de ser empregado e se tornar dono do próprio negócio. Um sonho que motiva muitos trabalhadores espalhados por todo o País. No Paraná, isso não é diferente. Graças ao programa Microempreendedor Individual (MEI), o número de empresas do gênero cresce ano a ano. Segundo levantamentos do Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae), entre dezembro de 2009 a dezembro de 2012, o total de microempreendedores pulou de 3.382 para 136.848 no Estado, acumulando 3.946% de alta. Se acrescido os primeiros seis meses deste ano, fechados em 166.112, o índice saltou para 4.811% (Leia mais nesta página).
A tendência de crescimento das microempresas é observada em todo o País. O ano de 2009 fechou com 44.188 novas unidades no Brasil, e o de 2012 com 2.665.605, perfazendo uma alta de 5.932%. O primeiro semestre deste ano já acumula 3.186.982, revelando um crescimento de 7.112%. Segundo estimativas do Sebrae, esta tendência deve continuar e o Brasil deve chegar, até o fim do ano, a 4 milhões de empresas formalizadas, desde quando o programa foi implantado, em setembro de 2009.
A consultora do Sebrae/Londrina, Liciana Pedroso, explica que o microempreendedor individual é o profissional que trabalha por conta própria e legaliza sua empresa. O interessado não pode ter participação como sócio ou titular em outra empresa e seu empreendimento não pode ter faturamento superior a R$ 60 mil.
O MEI visa tirar da informalidade empresários de pequeno porte. Entre as vantagens estão o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o que facilita a abertura de conta bancária, o pedido de empréstimos e a emissão de notas fiscais. Além disso, a empresa é enquadrada no Simples Nacional, ficando isento de tributos federais como o Imposto de Renda, o Programa de Integração Social (PIS) e outros, pagando um valor fixo mensal que não deve ultrapassar R$ 39,90 ao mês, segundo a consultora. "Outra vantagem é poder empregar um funcionário, ou seja, pode gerar renda para outra família", complementa.
Liciana explica ainda que todo o processo de cadastramento para se inserir no programa pode ser feito pela internet, através do Portal do Empreendedor do governo federal. "Caso encontre alguma dúvida ou não se sinta seguro em fazer o cadastramento sozinho, o interessado pode procurar instituições como o Sebrae para uma orientação", salienta.
Com os caminhos para a formalização bem definidos, a pergunta que fica é: o que é preciso para se tornar um empreendedor? A consultora dá dicas práticas para quem pensa em começar o seu negócio.
O primeiro passo, segundo ela, é buscar conhecer o mercado em que se pretende atuar. "O empreendedor precisa buscar informações antes de começar o negócio. Ter uma gestão do negócio faz o empreendedorismo crescer e, principalmente, se manter no mercado", diz.
Nesse estudo preliminar, Liciana explica que além do funcionamento do negócio, o futuro empresário precisa definir também o público que pretende atingir e o local onde irá instalar o negócio, que deve ser estratégico.
O plano de negócios precisa conter os custos e os investimentos para que se possa definir também a necessidade do capital de giro. "É fundamental estabelecer o montante de dinheiro que será necessário para manter o negócio funcionando. Esses cuidados podem ser determinantes para a sobrevivência do negócio".
A coordenadora do Núcleo de Práticas Administrativas (NPA) e a professora do Centro Universitário Filadélfia (Unifil), Denise Dias de Santana, acrescenta que o planejamento deve ser feito não só antes da implantação do negócio mas periodicamente. "O plano de negócios é uma ferramenta importante para a gestão, funciona como um guia, ajudando na análise estratégica das forças e fraquezas do negócio. E mesmo depois do negócio entrar em operação é necessário rever o plano atual e traçar novas metas".
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