Os administradores Fábio Cassettari e Sofia César lançaram uma plataforma para preparar candidatos para entrevistas de emprego
Os administradores Fábio Cassettari e Sofia César lançaram uma plataforma para preparar candidatos para entrevistas de emprego | Foto: Divulgação/Meu Entrevistador


Foi pensando em profissionais que não sabem o que esperar de uma entrevista de emprego que o administrador Fábio Cassettari, de 28 anos, criou o site Meu Entrevistador (meuentrevistador.com.br). Trata-se de uma plataforma online atualmente com 612 vídeos curtos que simulam entrevistas de emprego, estrelados por mais de 100 executivos de grandes empresas do país - uma espécie de "Netflix de carreira".

A ideia surgiu em 2014, quando o próprio fundador - que é formado em administração na FGV (Fundação Getúlio Vargas), em São Paulo - estava passando por uma bateria de processos seletivos de trainee em grandes organizações. "Eu comecei a sentir muita falta de uma plataforma como essa", conta, em entrevista por telefone para a FOLHA. "Tudo o que eu via no mercado ou era genérico ou era feito por pessoas sem credibilidade para falar sobre o tema. Pensei: por que não me preparar com o próprio vice-presidente da Unilever, o CFO do Paypal, as pessoas que realmente decidem dentro das organizações?"

Cassettari lançou a plataforma há cerca de oito meses com sua sócia, a também administradora Sofia César. Ele calcula que, somando parcerias do site com faculdades, já são cerca de 4 mil usuários cadastrados.

Além dos vídeos com gestores, a plataforma também reúne palestras com especialistas e dicas de quem já foi aprovado nos principais processos de estágio e trainee do Brasil.

A ideia é que os clientes da plataforma aprendam a contar suas próprias histórias (há profissionais falando sobre storytelling) e também sejam capazes de responder a questões delicadas, como uma demissão no último emprego.

"Acho que, no Brasil, a gente tem uma cultura de preparação para diversas outras coisas - concursos públicos, vestibular. Mas, para processos seletivos - que são bem mais competitivos até que muitos vestibulares -, não existe essa cultura", avalia Cassettari.

O administrador diz que os fundadores acompanham os resultados em tempo real: assim que saem da plataforma, os usuários escrevem a razão do cancelamento. "Na maioria das vezes, é porque foram aprovados", comemora.

Estudante do último ano de Engenharia de Materiais na UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa), Simon Siqueira Santos espera estar entre eles em breve. O paranaense diz que o pessoal da engenharia com frequência almeja por trainees em grandes empresas, mas costuma sair da faculdade sem saber como montar um bom currículo ou como se preparar para entrevistas. "Às vezes, saber ou não saber sobre essas coisas pode ser o diferencial para entrar ou não em uma grande empresa", diz Santos, que tem 26 anos. "É importante dar uma bola dentro logo no início."

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