Londrina – Durante muitos anos, o feedback foi visto como sinônimo de castigo ou bronca dentro das empresas. A gerente de recursos humanos da unidade da Cooperativa Integrada, em Londrina, Marisa Aparecida Madureira Pessi, diz que é preciso desvincular o significado da importante ferramenta de gestão dos métodos antigos. "A visão atual do feedback é valorizar as boas ações dos funcionários, mas sem esconder as deficiências", relata.
Marisa explica que há técnicas para "não misturar as coisas". Um elogio, por exemplo, nunca pode ser seguido de uma cobrança. "Existem chefes que fazem elogios e, no final, disparam um ‘mas’ para entrar nas cobranças. Qualquer conjunção adversativa anula todo o efeito do elogio feito anteriormente. O que fica no final é a cobrança", orienta. A gerente de RH reforça que o chefe tem que conhecer a fundo a metodologia do feedback para fomentar, criar e manter uma equipe de alta performance.
Avaliar as circunstâncias também é essencial, segundo Marisa. O funcionário nunca deve ser exposto de forma constrangedora. "O elogio pode ser feito em público, mas a cobrança, nunca". O imediatismo é outra característica do feedback. "Não se deve esperar as situações caírem no esquecimento. Passado o calor da emoção, a conversa já deve ser marcada. Dialogar sem puxão de orelhas ou confetes em excesso é fundamental. O equilíbrio é o segredo", avalia.
A nova geração de profissionais é a que mais demanda feedbacks. "O jovem precisa mais do feedback, pois é carecedor de aconselhamento. Com um líder bem preparado, ele absorve conhecimento e pode se tornar um novo líder na empresa. Para isso, porém, tem que conquistar a confiança dos superiores, que têm capacidade de gestão", explica. "Quem sabe tirar proveito do feedback tem mais chance." (C.F.)

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