Edson Siqueira, de 62 anos, está na ativa e não pretende parar de trabalhar tão cedo. Ele recebe aposentadoria após 35 anos de contribuição, mas segue dando expediente diariamente num supermercado onde é encarregado de mercearia. "Além de continuar em atividade, fazendo o que gosto, complemento minha renda", afirma. Ele é daqueles que rejeitam a ociosidade. "Mantenha-se sempre em atividade. Ser idoso não é só cuidar do jardim, é trabalhar, manter o foco. Eu já fiquei três meses em casa e não aguentei."
Para o advogado Marcos Queiroz Ramalho, especialista em Direito Previdenciário, Edson Siqueira e tantos outros aposentados na ativa até poderiam continuar "descansando" se as regras da aposentadoria beneficiassem o contribuinte. "As pessoas estão vivendo mais, a média de expectativa de vida do brasileiro aumentou, então tem que criar um maior tempo de contribuição, tem que criar a idade mínima. É injusto que você diminua o valor do benefício abaixo do que você contribui. Os nossos governantes precisam entender: se eu ganho 1.000 reais, tenho que me aposentar com 1.000 reais. Porque se eu ganho 1.000 reais e começo a receber 800, vou querer voltar ao mercado de trabalho", questiona. (D.P.)

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