A proposta da Anac prevê duas categorias de uso. Para a recreativa, chamados aeromodelos, a regulamentação descreve que só será permitido quando houver autorização de quem está abaixo do drone e observada a distância mínima de até 30 metros das pessoas. Para o uso comercial, aqueles que operarem máquinas com altura de voo acima de 120 metros terão que ter licença e habilitação. Quanto aos voos mais baixos, será necessário realizar um cadastro tanto do operador quanto do equipamento. Vale ressaltar que os pilotos devem ter acima de 18 anos.
O presidente da Associação Brasileira de Multirrotores (ABM), Flávio Lampert, estima que, hoje, 60% dos proprietários de drones fazem uso comercial das máquinas.
"Temos hoje uma divisão entre o mercado pré-profissional, que atende festas, casamentos e pequenos empresários, com muita variação de preços, e o profissional, que paga diárias médias de R$ 5 mil e envolve o cinema, publicidade e TV", aponta.
Ainda segundo Lampert, o segredo para quem quer se profissionalizar é agregar valor. "Não adianta comprar e sair voando. É preciso aprender a operar o equipamento e ter outras práticas associadas, como o conhecimento de linguagens para captação e pós-produção das imagens, entre outros. É preciso dominar o assunto, empreender o equipamento", indica.
Portanto, quem quer se profissionalizar deve buscar os diversos cursos tanto para pilotagem quanto para técnico especialista. Felipe Calixto Reis, da Rio Drones, diz que em um ano, já foram qualificados cerca de cem pilotos. E acredita que haverá um aumento da demanda.
Na empresa, o curso para piloto é semipresencial com carga horária de 32 horas. "Temos uma plataforma de ensino a distância com videoaulas e a prática fazemos em campo", explica.
Sobre a importância do conteúdo teórico, ressalta que é um conhecimento fundamental para formar um profissional completo. "Pois envolve desde o funcionamento dos sensores, do sistema dos controladores de voo, até a eletrônica básica para que a pessoa possa resolver um ou outro problema em campo", completa.
Também são estudadas as condições meteorológicas, como a ocorrência de fenômenos de microescala, além de algumas outras questões que permitem ao profissional emitir um parecer técnico no caso do voo não poder ser realizado.
Quanto aos investimentos, Reis responde que o curso de formação de piloto é de aproximadamente R$ 1,7 mil e o de técnico em manutenção, R$ 1,2 mil. Já os equipamentos disponíveis no mercado podem variar de R$ 3 mil a R$ 180 mil. (M.O.)

mockup