Mudanças têm efeito positivo na profissão
Bibliotecária há 24 anos, Rosangela Maria Rocha de Mello lembra que nos tempos de estudante fez um teste vocacional e constatou que deveria fazer um curso que envolvesse leitura, museus e público. ''O teste apontou que o Curso de Biblioteconomia seria uma opção'', afirma.
Com uma carreira sólida, a atual diretora de bibliotecas de Londrina -responsável pela Biblioteca Pública Municipal e outras três unidades - argumenta que começou a trabalhar ainda quando era universitária, ao passar em um concurso para atuar na própria Universidade Estadual de Londrina (UEL). ''Nesses anos todos nunca fiquei sem emprego. É uma profissão muito gratificante'', relata.
Com a bagagem de quem trabalhou em bibliotecas públicas e também em universidades, Rosangela elenca diferenças entre os dois segmentos ''A biblioteca pública exige um trabalho mais corpo a corpo com a organização de eventos que incentivem a leitura da população como um todo, já em universidades o público e o material são mais direcionados'', afirma.
Com o avanço das novas tecnologias, Rosangela observa que muita coisa mudou na profissão e um dos desafios para acompanhar essa revolução foi manter-se atualizada. Ela acrescenta, porém que essas mudanças têm efeito positivo já que ampliaram ainda mais a área de atuação.
''É uma responsabilidade e tanto ter acesso a todo o conteúdo. É preciso conservar o que é velho para que tenhamos uma história e se utilizar também do que é novo. Sou sempre otimista e há muita coisa a ser feita que vão além dos livros'', garante.
Até o final desse mês, a diretora avisa que a Biblioteca Pública Professor Pedro Viriato Parigot de Souza - também conhecida como Biblioteca Municipal ou Central- recebe exposições de fotos e outras atividades voltadas à população para marcar o Dia do Livro, comemorado hoje. (V.F.)





