O consultor empresarial Guilherme Piazzetta costuma dizer que assim como na vida pessoal, no aspecto profissional o ser humano também se move de duas formas: por dor ou por prazer. "Quando você se move por prazer, você fala em sentido de uma progressão, em sonho de carreira e tudo mais", afirma. Nesse sentido, acrescenta o especialista, o indivíduo se planeja, se prepara e normalmente consegue superar suas expectativas a médio e longo prazos. "Quando o profissional se move pela dor, geralmente lá na frente ele não tem muita paciência para esperar, quer eliminar logo aquela dor, e muitas vezes ele cria uma crença muito grande de que ele sofreu aquela consequência por conta de um fator externo", afirma. E quando isso acontece, o profissional deve tomar o cuidado de não levar suas frustrações para futuros empregos e permanecer na zona de conforto. "É muito mais fácil arranjarmos uma desculpa num fator externo para ficarmos na zona de conforto. Quando eu digo que o problema é o mercado, o terceiro, a economia, o outro, estou dizendo que não tenho nada para fazer. Fico de vítima e permaneço na zona de conforto", diagnostica. Uma ajuda de um coach com técnicas em treinamento de pessoal será importante para requalificar esse profissional, orienta o consultor. "Um profissional consegue identificar essas lacunas e fazer a pessoa perceber que as iniciativas dependem dela e que não há nenhum fator externo impedindo sua satisfação profissional", pontua.
Falta à maioria dos gestores, na avaliação de Piazzetta, a expertise de dar um feedback adequado aos colaboradores. E o ônus disso para o mercado corporativo, salienta, é o gasto que as empresas passam a ter com os processos de recrutamento. "Feedback se dá com dados. Sem o feedback adequado, as pessoas saem da empresa com visão totalmente distorcida do seu rendimento", alerta.(D.P.)

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