Mercado para analista de mídias está crescendo
A analista de redes sociais Dany Tiepo, de 31 anos, começou a trabalhar na área antes mesmo de saber que sua atividade viraria uma profissão formal. Mãe de três meninas, ela não tinha muito tempo para sair de casa depois do trabalho, e acabava interagindo muito nas redes sociais. "Um dia uma pessoa, dona de uma loja de suplementos esportivos, me perguntou no Twitter se eu poderia fazer um trabalho remoto em suas redes sociais. Aceitei realmente pensando que nunca iria receber, mas foi bem tranquilo e de acordo com a pauta que ele me passava", relata.
Com o tempo, ela foi gerenciando mais redes sociais, e a possibilidade de trabalhar em casa a fisgou, por conta das filhas pequenas. "Transformei o vício em redes sociais em uma profissão", conta.
Hoje ela faz o curso de Tecnologia em Marketing, e trabalha em uma agência, no setor de mídias sociais. Na época que começou, no entanto, garante que nunca tinha ouvido falar da profissão. "Conheci a profissão pouco tempo depois que iniciei o trabalho, há no máximo quatro anos, quando surgiram os cursos e a profissionalização das propagandas nas redes, transformando simples postagens em iscas para novos usuários ou clientes de uma determinada marca. Mas mesmo assim aprendi tudo sozinha, apenas observando o comportamento dos usuários."
Apesar de muitos empresários ainda não entenderem a função de um analista de mídia social, ela garante que não é a mesma coisa que ter "um sobrinho" ou "um funcionário" que passa o tempo inteiro conectado gerenciando o Facebook ou Instagram da empresa. "Essas pessoas não pensam em estratégia, nem conteúdo, muito menos em segmentação. E é nessa hora que dá problema de relacionamento com cliente. Só assim os empresários percebem o quão importante é a função do analista", ressalta. (P.B.O.)





