Mercado exige preparo, dizem funcionários
Muita calma e discernimento para atender clientes. Há 5 anos como call center e tendo passado por algumas empresas no setor, Amanda Manzano revela que precisou desenvolver essas qualidades. ''Nunca se sabe o motivo que está levando o cliente ligar, mas ele quer o seu problema resolvido e o profissional tem que estar pronto para qualquer situação'', ensina.
Apesar de ter apenas 23 anos, ela explica que no começo entrou para o mercado, pois via ali a chance de pagar as contas enquanto fazia faculdade de gastronomia, mas gostou tanto da profissão que acabou se estabelecendo e já não se imagina fazendo outra coisa. ''Sempre gostei de conversar, estou completamente adaptada. Aqui é sempre diferente, uma verdadeira escola'', detalha.
O desafio diário de atender de 30 a 50 ligações diferentes em seis horas de trabalho é o que move também Jorge Fadel, 59 anos, e que há três resolveu entrar neste mercado. Ele conta que trabalha como autômono, mas tinha um certo tempo ocioso. ''Senti a necessidade de fazer algo para ocupar o tempo livre que me restava. Hoje tenho dois empregos, mas não penso em deixar de ser call center tão cedo'', afirma.
Compartilhar experiências é a principal lição aprendida atrás do telefone, diz Fadel. ''Aprendo muito todos os dias e dá para levar para vida. Hoje posso dizer que aprendi a ouvir e lidar melhor com as pessoas em geral'', diz.
Ambos os profissionais afirmam que para entrar neste mercado é necessário um certo preparo, mas acrescentam que isso não deve impedir ninguém de tentar uma vaga, porque muito conhecimento é adquirido com a prática. (V.F.)





