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m de leitura Atualizado em 24/04/2022, 10:02

Mercado de trabalho em transformação impõe proatividade

Desafios estão na forma de gerar renda e gerenciar o orçamento, mudanças impactam tanto os empregadores quanto os empregados

PUBLICAÇÃO
domingo, 24 de abril de 2022

Walkiria Vieira - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: Gina Mardones/ Arquivo Folha 26-11-2018
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Assim como uma roda que roda simboliza  ciclos, recomeços e renovações, o mundo segue em transformação em todas as áreas e o mercado de trabalho é uma delas. Empregados e empregadores, todos trabalhadores - integram esse movimento e devem também ser proativos a fim de se manterem em dia com as necessidades de mudança e adaptações. 

De acordo com o economista, professor e coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas da UTFPR-  Universidade Tecnológica Federal do Paraná,  Marcos Rambalducci, é necessário ter muita disciplina e estar disponível às mudanças. "Cada um de nós tem que assumir a responsabilidade pelo seu próprio ganho", avisa. 

Marcos Rambalducci, economista e professor: "As profissões mudaram, um vendedor tradicional de loja, por exemplo, também deve se adaptar aos mecanismos eletrônicos" Marcos Rambalducci, economista e professor: "As profissões mudaram, um vendedor tradicional de loja, por exemplo, também deve se adaptar aos mecanismos eletrônicos"
Marcos Rambalducci, economista e professor: "As profissões mudaram, um vendedor tradicional de loja, por exemplo, também deve se adaptar aos mecanismos eletrônicos" |  Foto: Divulgação
  

O economista explica que o gerenciamento do orçamento doméstico deve estar alinhado com os ganhos e o sustento. "As profissões mudaram e um vendedor tradicional, por exemplo, que trabalha em uma loja de rua e tem que respeitar a vez de vender também deve se adaptar e lançar mão dos mecanismos eletrônicos como o WhatsApp para fazer vendas e para melhorar a sua performance nas vendas e renda", cita Rambalducci. 

Ele considera ainda que uma outra atividade profissional bastante tradicional também mudou, a de professor. A estrutura sala de aula, carteira e aluno sentado já não é a única versão e a pandemia consolidou o formato online. "Quem investiu ou investir nesse modelo tira vantagens. As aulas podem ser assíncronas, síncronas e quem utilizar as tecnologias e criar uma relação de segurança mesmo à distância ´pode se dar melhor e, consequentemente, garantir uma renda em um modelo até então pouco usado", destaca. 

EMPREGADORES E EMPREGADOS

O palestrante e consultor empresarial nas áreas de Desenvolvimento Gerencial e Gestão Estratégica, Wellington Moreira entende que as mudanças são concretas para os dois lados: empregados e empregadores - e não existe uma situação mais confortável para um ou outro lado. "Tanto empregados como empregadores possuem seus desafios. Para o empregado o desafio é se adaptar a essa nova realidade - pensando em ter novas competências ou conseguir fazer o tipo de trabalho necessário a partir de agora no escritório ou remotamente, esse é um lado da história", expõe Moreira. 

Já em relação ao empregador, Wellington Moreira, que também é professor universitário em cursos de pós-graduação e conferencista em eventos nacionais, como o CBTD (Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento) acredita que as mudanças também exijam adaptações e ações. "Antes, o empregador tinha uma vigilância próxima e um controle mais fácil das pessoas e hoje, se ele quiser atrair bons profissionais precisa estar aberto a modelos mais flexíveis de trabalho e isso já tem acontecido, pois há profissionais que propõem trabalhar de casa três dias e ir à empresa, dois. Ou seja, isso já acontece aqui mesmo, em Rolândia, Arapongas, Mandaguari, por exemplo", cita. "Então é um desafio para o empregador, ao passo que o empregado pode ter contrato com diferentes empregadores e isso ajuda, ele não corre o risco de uma hora para outra perder o emprego e ficar sem uma única fonte de renda", aponta. 

O FUTURO DAS RELAÇÕES DE TRABALHO JÁ COMEÇOU

A pandemia é sem dúvidas um divisor de águas no que diz respeito ao modo de trabalho. A sociedade foi cerceada quase que instantaneamente das relações sociais, eventos e o distanciamento atingiu também o mundo corporativo. Em meio a um turbilhão de acontecimentos,  muitas dúvidas. "O que eu estou fazendo aqui? Qual meu propósito? O que quero deixar de legado?", é o que pergunta o consultor e gestor de Recursos Humanos Maurício Chiesa. 

Maurício Chiesa, consultor e gestor de Recursos Humanos: A atenção com questões ambientais, sociais e de responsabilidade corporativa é um investimento que não traz apenas resultados financeiros, mas de imagem, moral e credibilidade” Maurício Chiesa, consultor e gestor de Recursos Humanos: A atenção com questões ambientais, sociais e de responsabilidade corporativa é um investimento que não traz apenas resultados financeiros, mas de imagem, moral e credibilidade”
Maurício Chiesa, consultor e gestor de Recursos Humanos: A atenção com questões ambientais, sociais e de responsabilidade corporativa é um investimento que não traz apenas resultados financeiros, mas de imagem, moral e credibilidade” |  Foto: Divulgação
 

Chiesa acaba de participar do 48º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas 2022, promovido pela ABRH-Brasil, Conarh 2022, realizado de 20 a 22 de abril, na São Paulo Expo. Com o tema “Pessoas, Gestão e Negócios – É hora de acolher e ampliar horizontes”, o consultor alerta que as transformações afetam a todos. "Não apenas pessoas. Mas organizações também revisitaram seu DNA e verificaram sua identidade organizacional. Algumas, neste período sucumbiram, outras, se ressignificaram. E este verbo ressignificar foi muito latente nestes dois anos. E, agora que a pandemia, já recua, percebemos os efeitos positivos desta ressignificação", reflete.

Conceitos de ESG, felicidade, segurança psicológica, comunicação não violenta nunca estiveram tão em pauta na diretoria das organizações, observa o executivo de Recursos Humanos. "Além disto, embalado pela tecnologia que foi utilizada (ferramentas de trabalho, homeffice, acesso e convivência / meeting remotas), surge também o metaverso. E disso tudo, aceleramos entendimentos e tendências, sejam para com as pessoas e pelas organizações". informa. 

ESG é uma sigla que vem do inglês Environmental (Ambiental, E), Social (Social, S) e Governance (Governança, G). No Brasil, também nos referimos a ela como ASG. Conheça em detalhes: Environmental ou Ambiental: refere-se às práticas da empresa ou entidade voltadas ao meio ambiente. "De um lado, as organizações entenderam que atuar com conceitos de ESG e Compliance, não é apenas uma moda, pelo contrário". 

É um caminho sem volta, segundo o expert e outro aspecto a ser revisto é a  sustentabilidade. "É vital. Trazer ao centro a atenção com questões ambientais, sociais e de responsabilidade corporativa contribuiu para o entendimento de que esse tipo de investimento poderia proporcionar um melhor gerenciamento de riscos e/ou gerar retornos interessantes. Não apenas de resultado financeiro, mas de imagem, moral, credibilidade. Ninguém se relaciona ou consome de quem não confia e não admira", aposta. 

De seu ponto e vista, mais do nunca, empresas precisam de pessoas engajadas e competentes para ter equipes de alta performance, pois as mudanças estão cada vez mais rápidas e intensas. "É preciso ter Propósito para atraí-las. É notório que a mudança geracional ocorrida na última década provocou um impacto grande na forma como as empresas fazem negócios. Adaptar-se a esses novos tempos é uma obrigação de qualquer gestor à frente de uma organização", ensina. 

Chiesa  também esclarece que o tamanho da empresa não interfere em sua postura em relação ao mercado de trabalho. Pensar grande é o que faz a diferença.  Seja sua empresa pequena, média, grande. "A partir de agora, atuar com uma postura sustentável, com ESG e Compliance, respeito e consideração pelas pessoas, valorização e acolhimento, não é mais um diferencial competitivo. É uma condição básica de existência as pessoas querem trabalhar onde são valorizadas e onde as condições favorecem o engajamento", ratifica. 

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