Mente e corpo sãos podem fazer a diferença
Cabeça e corpo em dia podem fazer a diferença para quem vai prestar concursos. O coordenador de Fitness da Academia Gustavo Borges, em Londrina, Carlos Luciano Manholer, afirma que estudos apontaram que indivíduos praticantes de exercícios físicos apresentam uma melhora no desempenho cognitivo.
Segundo ele, estas pessoas conseguem ter uma melhora significativa na concentração, rapidez de raciocínio e disciplina, características determinantes para um concursista. Além disso, o concurseiro costuma passar muito tempo estudando sentado e isso pode prejudicar a postura. Os exercícios trabalham também a correção postural, destaca.
Manholer comenta ainda que há concursos em que são exigidas aptidões físicas, como o da Polícia Militar do Paraná - a ser realizado no próximo dia 24 de fevereiro. Estar em forma neste caso pode valer a conquista de uma vaga. Nesta seleção, a concorrência chegou a 25 candidatos por vaga.
O preparador físico aponta um erro comum entre os candidatos. Segundo ele, muitos candidatos se preparam para não cair na primeira fase e deixam para cuidar do corpo, somente se aprovados. No entanto, o protocolo é rígido e quem não se prepara fisicamente com antecedência, provavelmente não alcançará os resultados necessários, alerta.
Manholer orienta que nesses casos, para conseguir um melhor resultado, o concursista deve iniciar sua preparação física com pelo menos seis meses de antecedência.
Mesmo aqueles que se preparam adequadamente, acabam sendo tomados por medo e insegurança com a aproximação da prova. A psicóloga e professora do Centro Universitário Filadélfia (Unifil), Alba Maria Mattos Costa explica que essa sensação é muito comum a todas as pessoas, mas ela não pode se tornar dominante. Em um momento ou outro todos os indivíduos podem passar por isso, durante a preparação, mas precisam, acima de tudo, acreditar que são capazes de ir bem na prova, afirma.
Segundo Alba, a prática de atividades físicas, meditação e momentos de lazer podem ajudar nesse processo de busca pela autoconfiança. A psicóloga também frisa que o candidato necessita ter muita disciplina e força de vontade para conciliar tudo o que deve ser feito.
O apoio da família também é apontado pela psicóloga com um fator determinante para o desempenho emocional do postulante a vaga de concurso público. Ela (a família) precisa entender que aquele período que o candidato está em casa é para estudar e ele necessita de certa privacidade e um tempo só para ele, orienta. (V.F.)





