Menos tempo, mais desafios e resultados
Uma pesquisa do The Boston Consulting Group (BCG), uma empresa de consultoria de gestão global, aplicada em mais de 1.260 empresas, buscou quantificar o retorno que as empresas podem esperar ao melhorarem as práticas de liderança e gestão de talentos.
Os resultados revelaram que as cinco companhias com melhor desempenho nessas duas práticas, aumentaram os lucros 1,5 vezes e as receitas, 2,2 vezes mais rápido.
As três competências de liderança e de gestão de talentos com maior correlação com o desempenho profissional foram: a capacidade de traduzir os planos de liderança em iniciativas claras e mensuráveis, o tempo dedicado à liderança e gestão de talentos por líderes e a responsabilidade da liderança com o desenvolvimento de talentos.
"Os líderes das grandes companhias estão ativamente envolvidos em atividades de desenvolvimento de liderança e de gestão de talentos. Eles gastam até 25 dias por ano com essas atividades", diz Mukund Rajagopalan, sócio do BCG e coautor do estudo.
No ano passado, o Center for Creative Leardership (CCL), fornecedor global de desenvolvimento de liderança e de pesquisa, publicou a regra do 70-2-10, que sugere que os líderes bem sucedidos aprendem dentro de três grupos de experiência: desafiando atribuições (70%), as relações de desenvolvimento (20%) e cursos e treinamentos (10%). Para a CCL, a liderança é aprendida a partir da experiência.
Quem pode afirmar essa condição é o londrinense Rodolfo Sugeta. Aos 30 anos, ele é gerente regional da Vanguard Home, do grupo Plaenge. Formado em engenharia civil há seis anos, ele não poderia imaginar que os ganhos profissionais seriam tão rápidos e satisfatórios.
Nos últimos anos de faculdade, Sugeta fez estágio na construtora, o que tornou sua efetivação quase que uma projeção natural. "Assumi o cargo de Engenheiro da Assistência Técnica. Foi o meu primeiro grande desafio porque era algo diferente do que eu havia planejado. A dinâmica é diferente de uma obra, mas eu aceitei", comenta ele, que assumiu a gerência regional no final do ano passado.
Desde que Sugeta entrou para o grupo, participou de treinamentos e capacitações de equipe, promovidas pela própria construtora, que neste ano, também está investindo em um curso de coaching para ele.
Ao ser questionado sobre a trajetória profissional, ele é enfático ao dizer que trabalhar com líderes experientes foi essencial. "O grupo ganha muito com a mescla de gerações nas equipes de trabalho. Além disso, acho que foi muito importante para mim, aceitar o desafio de atuar em uma área diferente. Me coloquei à disposição porque era o que a empresa precisava no momento e também porque acreditei nas oportunidades a partir dessa experiência e foi isso o que aconteceu", acrescenta.
E com a cumplicidade de quem assumiu um cargo tão importante há pouco tempo, Rodolfo Sugeta ressalta que o bom líder é aquele que busca os resultados e tem um perfil para desenvolver equipes e enxergar o potencial nas pessoas. "Os resultados das metas dependem das pessoas. Se eu tiver um bom relacionamento profissional com a equipe, vou conseguir obtê-los de forma mais rápida e até superar expectativas. É preciso ter abertura com os demais colaboradores, pois isso permite também ao líder, reconhecer as dificuldades da equipe e apontar melhorias", conclui Sugeta. (M.O.)





