MBA: em busca de maturidade profissional


Micaela OrikasaReportagem Local
Micaela OrikasaReportagem Local
"Estou bem otimista para me recolocar no mercado e saber que os empregadores estão valorizando essa formação me anima ainda mais", afirmou Rafael Castoldi, próximo de concluir o terceiro MBA
"Estou bem otimista para me recolocar no mercado e saber que os empregadores estão valorizando essa formação me anima ainda mais", afirmou Rafael Castoldi, próximo de concluir o terceiro MBA | Gina Mardones



Em um mercado competitivo tem vantagem aquele que está mais bem preparado. Isso não é novidade para ninguém. Porém, entre inúmeras opções na hora de escolher um curso, há um em especial que vem enaltecendo o currículo.

O MBA (Master of Business Administration), especialização voltada para negócios com o objetivo de preparar profissionais experientes para funções de gestão e liderança, tem sido nos últimos anos, um diferencial observado pelos empregadores.

Prova disso é a pesquisa global "Inquérito de Recrutadores Empresariais de 2017", onde nove em 10 empregadores (86%) responderam que planejam contratar graduados de MBAs neste ano. Em 2016, essa resposta foi dada por 79% dos entrevistados.

O levantamento foi realizado com 959 empregadores de mais de 628 empresas em 51 países ao redor do mundo. As informações foram coletadas entre fevereiro e março de 2017, pela GMAC (Graduate Management Admission Council), uma organização internacional sem fins lucrativos de escolas de negócios.

O estudo contou com a parceria da MBA Csea (MBA Career Services e Employer Alliance), Efmd (Bussiness School Accreditation, Corporate Learning) e mais 97 escolas de negócios graduadas em todo o mundo.

"Um programa de MBA confere ao profissional uma visão sistêmica muito grande, isto é, uma capacidade de pensar mais criticamente, de olhar o todo e de gerenciar em contextos mutantes que a gente tem vivenciado cada vez mais nesse mercado competitivo", comenta Carla Arruda, gerente executiva dos programas de MBA da FDC (Fundação Dom Cabral).

Na instituição, o MBA é ofertado em duas modalidades: aberto ao público e no formato in company. Arruda explica que o programa exige uma experiência profissional de 10 anos e um mínimo de experiência gerencial, de pessoas ou negócios, de cinco anos.

"Entendemos que o conhecimento dos participantes é muito importante. Eles precisam ter um repertório para trazer à sala de aula e enriquecer as discussões", afirma.

A diretora de Comunicação, Eventos e Pesquisa da Anamba (Associação Nacional de MBA), Alessandra Costenaro Maciel, explica que no Brasil, existem muitos MBAs que não atendem critérios de instituições certificadoras nacionais ou internacionais.

"Esse é um ponto muito avaliado pelas empresas recrutadoras, e por isso é fundamental escolher bem a instituição que oferece esses cursos", diz ela, ressaltando a necessidade de se ter uma bagagem prévia.

"O MBA se baseia muito no networking, ou seja, na troca entre os alunos, incluindo os docentes. Sendo assim, para a Anamba, um dos critérios para certificar um curso de MBA é a exigência de atuação mínima de três anos em cargos de gestão, pois o programa vem para conceder uma maturidade profissional", completa.

MBA: em busca de maturidade profissional



Portas abertas nos processos seletivos
Uma das maiores feiras do segmento de educação executiva no mundo, o "The MBA Tour" teve a primeira edição no Brasil no início do ano, em São Paulo e traçou um perfil dos candidatos a uma vaga em MBA.

De acordo com a assessoria do evento no Brasil, a média de idade é 29 anos e com pelo menos 5 anos de experiência profissional. Além disso, 39% dos que buscam o MBA já têm algum tipo de especialização acadêmica, além da graduação. Neste levantamento, as mulheres representam 35% dos candidatos no País.

Formado em Administração há 11 anos, Rafael Castoldi, 34, que mora em Londrina, está perto de concluir seu terceiro curso de MBA. Logo após se graduar, ele ganhou uma bolsa para fazer um MBA em Gestão Estratégica. Em seguida, resolveu investir em um novo curso, em outra instituição, na área de Gerenciamento de Projetos.

"Eu trabalhava na gerência operacional de leilões de animais e fui buscando conhecimento pela demanda do meu trabalho. Eu via a necessidade de buscar competências e o MBA foi o melhor caminho", conta.

No próximo mês, Castoldi termina o terceiro MBA em Gestão Comercial no Isae/FGV (Instituto Superior de Administração e Economia, da Fundação Getúlio Vargas) em Londrina, e defende que o investimento vale a pena.

"Os professores que ministram as aulas estão no mercado e por isso, além dessa vivência e troca de conhecimento, o conteúdo vai direto ao ponto, isto é, aborda aquilo que as melhores empresas do mercado praticam", aponta.

Castoldi está agora em busca de novas oportunidades. Ele afirma que ter o MBA no currículo tem aberto muitas portas nos processos seletivos. "Estou bem otimista para me recolocar no mercado e saber que os empregadores estão valorizando essa formação me anima ainda mais", conclui.

Segundo o gestor do Isae/FGV em Londrina, Cleyton Aparecido Caetano, "estar preparado para gerir negócios é muito importante independente da crise que o mercado enfrenta."

Ele comenta que a instituição oferta atualmente, 10 cursos de MBA. Todos voltados para a área de gestão, mas com nichos por exemplo, na área da saúde, agronegócio ou controladoria e auditoria.

"Neste primeiro semestre, crescemos cerca de 32% em relação a abertura de cursos, comparado com o mesmo período do ano passado. Isso revela que tem tido um aumento na procura por essa formação", salienta. (M.O.)

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