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Máscaras de proteção entram na linha de produção industrial

Produto torna-se essencial para população e incrementa empregabilidade

Walkiria Vieira - Grupo Folha
Walkiria Vieira - Grupo Folha

De acessório a item obrigatório, as máscaras de proteção facial se tornaram parte do figurino e também da etiqueta social durante a pandemia do Covid-19. Seu papel é o de ser uma barreira a mais para o convívio social e deve ser somada aos cuidados de higiene e isolamento que passaram a fazer parte da rotina das pessoas no mundo inteiro. 

 

Em pleno Calçadão de Londrina, as bancas de máscara são complemento de renda para ambulantes
Em pleno Calçadão de Londrina, as bancas de máscara são complemento de renda para ambulantes | Gustavo Carneiro
 


A regra é clara: para adentrar em estabelecimentos comerciais, ônibus e repartições públicas, a máscara é obrigatória e alguns municípios saíram na frente para impor mais segurança a todos.  A grande procura tornou as máscaras descartáveis mais caras e, em pouco tempo, elas desapareceram do mercado.




O combo máscara, álcool gel e distanciamento já não são novidade e diante do atual cenário, o Grupo Luppo passou a produzir máscaras de proteção contra a Covid-19 para o público consumidor final, com venda exclusiva em seu e-commerce. Há cem anos no mercado, o grupo considera que a produção das máscaras é um passo em direção à responsabilidade civil. A marca iniciou a produção inédita de máscaras de uso social para a proteção contra o coronavírus, produzidas a partir do fio de poliamida funcional, Amni Biotech®, da Rhodia.


Em relação à qualidade e durabilidade do produto e em conformidade com as normas da OMS (Organização Mundial de Saúde),  o grupo explica que as máscaras foram desenvolvidas com a tecnologia seamless pela Lupo, por uma equipe de colaboradores voluntários na fábrica da marca, localizada em Araraquara, interior de São Paulo. "O produto reduz o odor durante o uso, graças à sua ação antimicrobiana que controla a proliferação das bactérias causadoras de odor indesejado, oferecendo maior sensação de conforto e bem-estar aos usuários", informa o conteúdo da assessoria de imprensa. 


A poliamida é produzida com um tecido de toque macio, extremamente confortável e que oferece conforto térmico - além de possuir rápida absorção de umidade, é fácil de lavar e seca rapidamente. São são laváveis e reutilizáveis (a ação antimicrobiana é permanente, permanecendo até o final da vida útil da peça) e não devem ser compartilhadas. As máscaras já estão à venda no e-commerce da Lupo (www.lupo.com.br), com entrega para todo o Brasil.


O polo têxtil de Nova Friburgo (RJ) e cidades vizinhas, conhecido pela produção de roupa íntima, converteu parte de sua linha de produção para a confecção de equipamentos de proteção individual, os EPIs, para evitar a transmissão do novo coronavírus.


A produção que, inicialmente, atendia a pedidos de médicos amigos ou doação, passou a gerar uma demanda de prefeituras da região e empresas com dificuldades em encontrar o material. A conversão da linha de produção atingiu cerca de 260 fábricas do polo têxtil, que tem 1.730 empresas associadas.


A expectativa do polo é que a demanda cresça à medida que o uso de máscara se torne um hábito na população em geral. Na capital do Rio de Janeiro, o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) tornou obrigatório o uso do equipamento .


Empresa de Cambé que confeccionava roupas de inverno passou a produzir máscaras, aventais e roupas para o pessoal da Saúde e segurança
Empresa de Cambé que confeccionava roupas de inverno passou a produzir máscaras, aventais e roupas para o pessoal da Saúde e segurança | Divulgação
 


NORTE DO PARANÁ

Em Cambé, a Indústria e Comércio de Confecções Cris Jeans estava trabalhando a todo vapor na produção de roupas de inverno vendidas em todo o Brasil quando precisou fechar a empresa e enviar os 150 funcionários para casa - respeitando a recomendação das autoridades. "Estávamos com 15 mil peças cortadas, ficaram 15 dias em casa e a empresa fechada", conta a empresária Divina Borri.


Procurada pelo curso de Moda da UEL (Universidade Estadual de Londrina) para apoiar na demanda por máscaras, conseguiu 20 voluntários da empresa de bate-pronto. "Sabíamos que as máscaras e aventais tinha data para acabar. Fizemos 10 mil máscaras para o Hospital Universitário, depois o corte de mais 15 mil peças", enumera.


Ciente dos riscos de quem está na linha de frente, Borri explica que também costurou 640 conjuntos de 100% brim para médicos e enfermeiros  de Londrina e também atendeu ao pedido da Santa Casa de Cambé na produção de 500 conjuntos de vestimenta. 


Ao retomar o produção e com equipes intercaladas, a empresária conta que passou a receber pedidos de construtoras e empresas como a Embrapa. "Fomos nos aperfeiçoando e as máscaras são bordadas de modo a ficar personalizada com o nome da empresa", diz.


Ela conta que o Rotary também a procurou: "Fizemos para os bombeiros, Polícia Militar e hoje as máscaras se tornaram um complemento. Verde militar, preta, off white são algumas opções".  A mudança na atividade permitiu retomar os negócios. 


"Meu faturamento está parado, as contas não esperam e não que as máscaras façam uma grande diferença, mas é um complemento", reforça.


"Em 38 anos de atividade,  já passamos por vários planos, crises e situações difíceis, mas agora vivemos três pandemias ao mesmo tempo: o mundo doente, a crise financeira e a guerra política", observa.


Linha, agulha e solidariedade

A criatividade entrou em cena e um verdadeiro exército de costureiras passou a dedicar tempo e experiência para criar uma peça tão funcional como prática e acessível. Na guerra contra a Covid-19, uma arma valiosa, a solidariedade.


A costureira Neide dos Santos Moreira Lima produziu máscaras para doar a hospitais de Londrina e Cambé e reservou tempo também para doar a peça para amigos. A primeira remessa foi de 500 unidades e Lima segue com o amparo na ativa. 


A professora aposentada Missae Nakayma também quis se dedicar à confecção de máscaras e uniu o útil ao agradável diante de sua pequena máquina de costuras. Os modelos infantis foram os eleitos por Nakayma e os tecidos de algodão, de motivos divertidos como passarinhos, flores, lhamas e pequenos corações, destacam-se. 


Muito entusiasmada em poder ajudar o próximo, a aposentada usava o whatsapp para avisar que estava pronto, fazia os pacotinhos e agendava horário para fazer a entrega no sistema drive-thru. "Ninguém precisava nem descer do carro. Fiz para a Páscoa e para o Dia das Mães. Sinto uma felicidade tão grande."


As irmãs Maria Rute Campos e Betinha Campos também aderiram à produção num gesto de amor. De acabamento impecável, os motivos xadrez, de poá ou lisas foram um incentivo e tanto para quem ainda estava desajeitado com o equipamento. De algodão, dupla e lavável, as máscaras das irmãs Campos são alvo de elogios frequentemente. "Confeccionamos mais de 250 máscaras que oferecemos para amigos e familiares. Protegê-los contra o Covid-19 foi uma forma de demonstrar nosso carinho."




Elas contam ainda que juntamente com professores do CEEBEJA (Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos), confeccionaram 600 máscaras que foram distribuídas em diversas instituições. 

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